Exército sírio extermina combatentes do EI perto de Palmira
O exército sírio e as milícias aliadas retomaram o controle total da cordilheira de Haya, a leste de Palmira, eliminando pelo menos 70 militantes do Estado Islâmico
Os Falcões do Deserto são um ramo do Exército Árabe da Síria que luta do lado do governo sírio, constituída na maioria por ex-oficiais do Exército sírio
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute/Moscou:
O exército sírio e as milícias aliadas retomaram o controle total da cordilheira de Haya, a leste de Palmira, eliminando pelo menos 70 militantes do Estado Islâmico nas últimas 24 horas, disse uma fonte no comando das Forças Armadas sírias em Palmira à RIA Novosti nesta quarta-feira.
– O destacamento Falcões do Deserto, apoiado pela Força Aérea síria e a artilharia, tomou o controle completo da cordilheira de Haya e assumiu o controle de uma encruzilhada estratégica na rodovia Palmira, Damasco, Deir ez-Zor. Cerca de 70 militantes EI foram mortos em um único dia – disse a fonte.
O exército sírio e as milícias aliadas retomaram o controle total da cordilheira de Haya, a leste de Palmira, eliminando pelo menos 70 militantes do EI
Os Falcões do Deserto são um ramo do Exército Árabe da Síria que luta do lado do governo sírio, constituída na maioria por ex-oficiais do Exército sírio, além de veteranos e voluntários. O destacamento conseguiu avançar e apoderar-se de uma parte da rodovia Damasco, Palmira, a seis quilômetros da cidade antiga. Assim, os terroristas foram privados da via de abastecimento da cidade de Qaryatayn.
A Síria está em estado de guerra civil desde 2011. O governo do país luta contra um número de fações de oposição e contra grupos islamistas radicais como o EI (também conhecido como “Estado Islâmico”) e a Frente al-Nusra.
Palmira tem estado sob controle do Estado Islâmico desde maio de 2015. O grupo jihadista, o que é ilegal em muitos países, incluindo a Rússia, já destruiu uma parte da cidade antiga, que é Património Mundial da UNESCO.
Rússia
Moscou não tem dados sobre a alegada morte de um sexto militar russo na Síria, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
O site Conflict Intelligence Team publicou a informação sobre um sexto militar, Aleksei Chupov, de 56 anos, que teria alegadamente sido morto na Síria. Os autores tiraram esta conclusão baseando-se nas redes sociais.
– Não ouvi nada sobre isso. Não sei qual a entidade que deu essa informação e em que se baseia –disse Peskov aos jornalistas.
Ao falar com a mídia russa RBK, a viúva de Aleksei Chupov respondeu à pergunta sobre a morte do seu marido, dizendo que os jornalistas têm “informações falsas sobre o local da sua morte”.
Durante a operação da Força Aeroespacial russa na Síria, morreram em combate quatro militares russos. Um deles foi o piloto do Su-24 abatido pela Turquia em 24 de novembro. O seu copiloto foi salvo, mas durante a operação de resgate morreu um soldado da infantaria naval. Em 3 de Fevereiro, o Ministério da Defesa russo anunciou a morte de um conselheiro militar russo, que ficou sob fogo de artilharia. Em 17 de Março, durante a condecoração dos militares que participaram da operação na Síria, Vladimir Putin entregou uma distinção à viúva de outro militar russo. O quinto militar russo suicidou-se na Síria por causa de problemas com a sua namorada.
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