Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Exército retoma obras no Rio São Francisco

As obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco serão retomadas nesta segunda-feira, após o fim do recesso do II Batalhão de Construção e Engenharia do Exército. As informações são do Centro de Comunicação Social da instituição. Desde junho de 2007, os militares estão executando trabalhos de topografia e construção de uma barragem e dois canais de aproximação do rio com as estações de bombeamento, na região de Cabrobó (PE). Dom Luiz Flávio Cappio mantém críticas ao presidente Lula

Domingo, 06 de Janeiro de 2008 às 11:21, por: CdB

As obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco serão retomadas nesta segunda-feira, após o fim do recesso do II Batalhão de Construção e Engenharia do Exército. As informações são do Centro de Comunicação Social da instituição. Desde junho de 2007, os militares estão executando trabalhos de topografia e construção de uma barragem e dois canais de aproximação do rio com as estações de bombeamento, na região de Cabrobó (PE).

Em dezembro do ano passado, uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1-1) chegou a suspender as obras, até o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela continuidade do projeto. No mesmo mês, o Bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, anunciou o fim de uma greve de fome em protesto contra a transposição que durou 26 dias. A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, pasta responsável pelo projeto, não informou a data do início das obras civis, que serão executadas pelo vencedor da licitação do Lote 1, definido em dezembro. O Consórcio Águas do São Francisco, formado pelas empresas Carioca S.A, Paulista e Serveng, será responsável por obras de instalação, montagem, testes e comissionamento dos equipamentos mecânicos e elétricos. O projeto da transposição está orçado em R$ 4,9 bilhões.

As obras de transposição das águas do Rio São Francisco foram alvo de protestos, em Sobradinho (BA). O bispo diocesano de Barra (BA) realizou uma greve de fome que durou 23 dias. Dom Luiz Flávio Cappio criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo posicionamento em relação à transposição e afirmou que não quer dividir com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro nome.

- Lula morreu. Estamos no governo Inácio da Silva. Não vou chamá-lo de Luiz porque meu nome é Luiz e eu não me sentiria bem - disse.

O governador da Bahia, Jacques Wagner, também sofreu as críticas do religioso. Dom Cappio chemou-o de  “menino de recado” do presidente.

- Tanto por parte do governador como da bancada petista, eu vi o mesmo gesto de Pôncio Pilatos diante de Jesus, lavando as mãos - afirmou.

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