Exército retoma estrada para retirada de armas químicas na Síria
As forças governamentais sírias retomaram o controle de uma rodovia que liga Damasco ao litoral, por onde devem passar centenas de toneladas de materiais químicos que serão destruídos fora do país, disse a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) nesta segunda-feira.
Segunda, 09 de Dezembro de 2013 às 11:30, por: CdB
As forças governamentais sírias retomaram o controle de uma rodovia que liga Damasco ao litoral
As forças governamentais sírias retomaram o controle de uma rodovia que liga Damasco ao litoral, por onde devem passar centenas de toneladas de materiais químicos que serão destruídos fora do país, disse a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) nesta segunda-feira.
A guerra civil síria atrapalha a implementação de um acordo entre Damasco e a Opaq para que o país elimine até o final do ano seu arsenal químico mais mortífero.
Desde meados de novembro, as forças do presidente Bashar al-Assad vinham tentando recapturar a rodovia, que atravessa a montanhosa região de Qalamoun, cerca de 50 quilômetros ao norte da capital, e acompanha a fronteira com o Líbano. Há várias instalações militares à sua margem.
O Exército retomou as cidades de Qara e Deir Attiyah, ambas à beira da estrada, e fez incursões na localidade de Nabak, próxima da rodovia. Esses três lugares estavam sob controle dos rebeldes, majoritariamente sunitas, que tentam derrubar Assad.
- A estrada está aberta, mas não está segura - disse Rami Abdulrahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo ligado à oposição, acrescentando que a área continua vulnerável a ataques rebeldes.
A TV Al Manar, que pertence ao grupo xiita libanês Hezbollah e tem repórteres acompanhando as atividades militares sírias, citou fontes oficiais para informar que a rodovia está sob o controle de Assad.
Os rebeldes da área não responderam a telefonemas para que comentassem a notícia. O governo nunca admitiu que havia perdido o controle da rodovia, que dá acesso à área litorânea que é reduto da seita minoritária alauita, de Assad.
Meses atrás, sob a ameaça de uma ação militar norte-americana, a Síria concordou em abrir mão do seu arsenal químico, destruindo 1.300 toneladas de gases sarin, mostarda e outros agentes letais.
O tamanho do arsenal, incluindo 800 toneladas de produtos químicos industriais destinados à incineração em usinas comerciais de tratamento de detritos, implica a necessidade de um transporte terrestre e marítimo, usando estradas que ligam Damasco ao porto mediterrâneo de Latakia.
A Opaq, entidade independente com sede em Haia, ganhadora do Nobel da Paz deste ano, foi encarregada de supervisionar a eliminação do arsenal químico da Síria.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.