Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Exército ocupa Rocinha e poderá voltar à Providência

Soldados do Exército estão ocupando a Favela da Rocinha, em São Conrado, no início da manhã desta terça-feira. O assessor de imprensa do Comando Militar do Leste, coronel Fernando Lemos, disse, em entrevista a uma rádio carioca que, se for preciso, o Exército voltará ao Morro da Providência. (Leia Mais)

Terça, 14 de Março de 2006 às 07:50, por: CdB

Soldados do Exército estão ocupando a Favela da Rocinha, em São Conrado, no início da manhã desta terça-feira. O assessor de imprensa do Comando Militar do Leste, coronel Fernando Lemos, disse, em entrevista a uma rádio carioca que, se for preciso, o Exército voltará ao Morro da Providência.

- Os Direitos Humanos estão trabalhando para que nós não voltemos à Providência, mas se houver indícios, nós vamos subir a Providência novamente - afirmou.

O coronel Lemos explicou que na Providência há uma ação forte dos traficantes dentro da comunidade.

- Hoje em dia não existe mais o bandido bonzinho. Quase todas as ações contra o Exército foram no Morro da Providência, onde os traficantes têm uma ação violenta em uma parte pequena, mas ativa, da sociedade. Houve ordem dos traficantes para que homens, mulheres e crianças atacassem nossas tropas e retirassem nossas armas. Nós tivemos que atirar para cima para dispersar uma manifestação - afirmou.

Segundo o coronel, ele está convencido de que houve a participação de um ex-militar ou de uma pessoa que ainda faz parte da corporação. Ele disse ainda que, de acordo com as investigações, as armas roubadas no último dia 3 ainda estão no Rio de Janeiro.

- Os homens que estavam de plantão no dia do roubo estão no quartel para facilitar as investigações. Estamos conseguindo o máximo de provas possível para pedir um mandado de prisão para alguns dos elementos - afirmou o coronel.

Sobre a volta dos traficantes aos seus postos tradicionais depois da desocupação do Exército, Lemos disse que esta é uma questão da Secretaria de Segurança.

- A nossa ação não é de combate ao tráfico. Ela é determinada pela Justiça e só podemos efetuar a busca por estes 11 armamentos - disse ele, após ressaltar que há um trabalho integrado entre a Secretaria de Segurança e o Exército na busca pelos armamentos.

O coronel não confirmou se a ordem do roubo das armas partiu de Bangu I:

- Essa ordem pode ter partido de qualquer lugar. Há várias hipóteses que estão sendo levantadas.

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