Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Exército israelense não consegue fechar a Faixa de Gaza

Sexta, 22 de Julho de 2005 às 03:37, por: CdB

O Exército israelense afirma que não pode fechar hermeticamente a Faixa de Gaza e que mais ou menos 600 não residentes entraram nos assentamentos de Gush Katif desde seu fechamento em 13 de julho, informa nesta sexta-feira, o jornal israelense <i>Haaretz</i>.

O Exército reconhece que dezenas de opositores à retirada israelense de Gaza entraram nesse território, na quinta-feira, mas nega a afirmação do Conselho dos Assentamentos judaicos em Gaza e Cisjordânia (Yesha) de que mil pessoas entraram na quarta-feira pela noite.

Dia 14, o líder do Yesha, Bentzi Leiberman, instou seus seguidores a deixar a aldeia de Kfar Maimon, onde se concentraram desde a segunda-feira passada com a intenção de marchar em massa para a faixa territorial palestina e romper o cerco militar para entrincheirar-se nos assentamentos.

A Polícia e o Exército israelense assediaram os ativistas da direita israelense em Kfar Maimon e impediram que caminhassem para o posto de controle de Kisufim, na entrada aos assentamentos de Gaza, o que fez com que dissolvessem o protesto na quinta-feira de manhã.

No entanto, as forças israelenses de segurança foram incapazes de impedir que mais ou menos 600 deles se infiltrassem nesse território desde 13 de julho e, segundo o Exército, o número total dos não residentes que se somam aos 8 mil colonos de Gaza, já está por volta de 1.500.

Aparentemente, os ativistas de direita conseguiram entrar nesse território por caminhos ou simplesmente pelo muro de separação que o cerca.

Além disso, os soldados israelenses no posto de controle de Kisufim só exigem freqüentemente os documentos de identidade dos motoristas dos veículos que o cruzam.

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