Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Exército israelense detém sete palestinos na Cisjordânia

Terça, 01 de Março de 2005 às 02:54, por: CdB

Efetivos do exército israelense detiveram, na madrugada desta terça-feira, sete supostos militantes da resistência palestina na Cisjordânia após um ataque armado no qual ontem à noite dois israelenses ficaram feridos.

Alguns dos detidos, disseram fontes militares, militam na Jihad (guerra santa) Islâmica, que assumiu o ataque suicida da sexta-feira passada em Tel Aviv, no qual cinco israelenses morreram e outros 48 ficaram feridos junto a um clube noturno.

Outros dos detidos, agregaram, são membros da milícia do Fatah, conhecida como "Tanzim" (organização).

Em conseqüência do atentado em Tel Aviv, o ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, ordenou retomar as operações militares contra a Jihad Islâmica na Cisjordânia, mas não na Faixa de Gaza, onde a polícia palestina controla suas zonas autônomas.

A operação, no distrito de Nablus, ao norte da Cisjordânia, foi precedida por um ataque palestino ontem à noite, com armas automáticas, contra dois guardiães da comunidade israelense de Oranim-Menora, ao nordeste da cidade de Modiin, que ficaram feridos.

Os atacantes, que emboscaram as vítimas em uma rota de patrulhas perto das aldeias palestinas de Jarbata e Beit Ghur al-Tajta, fugiram, informaram fontes do exército israelense.

Antes desse ataque, soldados israelenses no distrito de Jenin, da Cisjordânia setentrional, descobriram um veículo palestino carregado com mais de 200 quilos de dinamite, aparentemente para ser ativada durante a passagem de forças do exército ou de colonos de assentamentos judaicos da zona, entre essa cidade e Tulkarem.

O suicida que se imolou na sexta-feira passada em Tel Aviv residia em uma aldeia do distrito de Tulkarem, uma das cinco cidades palestinas onde Israel deveria transferir o controle a forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Em meios militares se informava da possibilidade de retomar a coordenação com órgãos de segurança da ANP para as patrulhas da Cisjordânia, informou a rádio pública.

As negociações aconteceriam no começo da próxima semana, quando da volta do presidente palestino, Mahmoud Abbas, da Conferência de Londres, que começa hoje.

Por causa do ataque suicida da Jihad Islâmica em Tel Aviv, e de um anúncio dessa organização fundamentalista dizendo que continuará com suas operações, estão estancados de fato todos os contatos políticos e em assuntos de segurança entre Israel e a ANP.

Os contatos e as negociações começaram antes da Conferência "cúpula" de Sharm el-Sheikh, de 8 de fevereiro, onde Abbas e o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, proclamaram um cessar-fogo e a cessação das operações militares.

O governo israelense não retomou suas operações em grande escala mas, por outro lado, deixou em suspenso e sem data esses contatos.

Esta situação afetava as negociações destinadas a acertar a transferência à ANP do controle que o exército israelense exerce nas cidades autônomas de Jericó e Tulkarem, e às de uma comissão mista para escolher 400 prisioneiros que Israel se comprometeu a libertar dentro de três meses, após libertar um primeiro rodízio de 500 "presos de segurança" na semana anterior.

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