Rio de Janeiro, 14 de Fevereiro de 2026

Exército israelense admite erro em morte de crianças palestinas

O Exército israelense admitiu ter errado quando disparou contra três crianças palestinas, na última quarta feira.Os resultados da investigação, publicados nesta sexta-feira, contradizem a primeira versão do Exército, segundo a qual as crianças teriam sido enviadas por militantes palestinos para recolher lançadores de foguetes usados contra Israel. (Leia Mais)

Sexta, 31 de Agosto de 2007 às 11:18, por: CdB

O Exército israelense admitiu ter errado quando disparou contra três crianças palestinas, na última quarta feira. Segundo a investigação do Exército, as três crianças mortas no norte da Faixa de Gaza estavam brincando de pega-pega quando foram atingidas por disparos de um tanque israelense.

Os resultados da investigação, publicados nesta sexta-feira, contradizem a primeira versão do Exército, segundo a qual as crianças teriam sido enviadas por militantes palestinos para recolher lançadores de foguetes usados contra Israel.

As crianças eram todas da família El Razala, da cidade de Beit Hanoun, e tinham saído para brincar perto de casa. Mas no local que escolheram havia lançadores de foguetes, que horas antes tinham disparado contra a cidade de Sderot.

Ihia, 12 anos, e Mahmoud, 10, morreram imediatamente. A prima Sara, 10 anos, morreu algumas horas depois, no hospital de Gaza.

'Vultos'
De acordo com o Exército, "no momento exato da ocorrência era impossível perceber que se tratava de crianças". Uma análise posterior dos vídeos levou os investigadores à conclusão de que os "vultos" que se aproximavam do local tinham apenas 10 a 12 anos de idade.

"O Exército transmite advertências continuas à população palestina para que evite se aproximar dos lançadores de foguetes", disseram os porta-vozes. As advertências são feitas por meio de "entradas" nas freqüências dos programas da mídia palestina.

Segundo o analista militar do diário Haaretz, Amos Harel, "o Exército prefere atingir os lançadores quando há pessoas em volta, presumindo que se trata dos militantes responsáveis pelos ataques".

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