O Exército filipino informou nesta quarta-feira ter prendido um suposto extremista muçulmano e ter encontrado bombas que seriam detonadas em Manila durante a celebração da Páscoa. As forças de segurança estão em alerta à medida que se aproxima o momento em que dezenas de milhões de católicos no país rezarão, farão compras de Páscoa e viajarão pelo país.
Os militares afirmaram ter impedido um "grande plano" do grupo rebelde Abu Sayyaf de atacar a capital ao prender o suspeito, um homem convertido ao Islã e identificado como Tyron Santos. A prisão aconteceu nesta terça-feira, no bairro de Quezon, em Manila.
Santos levou os soldados a dez sacos de explosivos e a 18 bombas improvisadas e guardadas em uma casa abandonada. Um computador, uma câmera de vídeo e várias fitas também foram apreendidos.
- Os explosivos pertenciam ao ASG (Grupo Abu Sayyaf) e seriam usados para realizar atentados durante a Páscoa - afirmou o tenente-coronel Buenaventura Pascual, porta-voz do Exército.
O Abu Sayyaf, ligado à rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden, e ao grupo asiático Jemaah Islamiah (JI), é o menor dos grupos rebeldes muçulmanos que atuam nas Filipinas, mas está entre os mais violentos. Em fevereiro, a organização realizou três explosões. No começo de 2004, o grupo atacou uma balsa.
Um homem identificado como o indonésio Rohmat, disse nesta quarta-feira que Khaddafy Janjalani e Abu Solaiman, líderes do Abu Sayyaf, teriam pago o equivalente a US$ 1.850 para um membro da Frente Moro de Libertação Islâmica (Milf) realizar ataques na Páscoa.
Segundo Rohmat, o membro do Milf que realizaria os atentados em Manila foi treinado por Fathur Rohman Al Ghozi, um membro da JI morto pela polícia em 2003 depois de escapar de uma delegacia.
Rohmat disse que o dinheiro para os ataques estava vindo da Indonésia.
Exército filipino prende extremista com bombas
Quarta, 23 de Março de 2005 às 07:54, por: CdB