Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Exército exige solução para crise em Madagascar e ministro cai

Terça, 10 de Março de 2009 às 08:45, por: CdB

O ministro da Defesa de Madagascar renunciou nesta terça-feira depois de passar apenas um mês no cargo e o principal comandante do Exército exigiu que seja encontrada uma solução em 72 horas para a crise política no país do oceano Índico.

Após a renúncia do ministro Mamy Ranaivoniarivo, o comandante do Exército estabeleceu um prazo de 72 horas para que seja resolvida a crise que resultou na morte de 135 pessoas e devastou a economia da ilha.

– Prometemos nos manter neutros. Imploramos a todos os agentes políticos, civis, das organizações sociais e outras partes que se encontrem imediatamente para encontrar uma solução dentro das próximas 72 horas que ajude a nação a sair da atual crise– disse o general Edmond Rasolomahandry, sem afirmar o que aconteceria caso a solução não fosse encontrada.

Ladeado por soldados, o ministro Ranaivoniarivo leu sua carta de renúncia a jornalistas no seu gabinete, em Antananarivo, a capital. Horas antes, um coronel amotinado disse que soldados dissidentes controlavam o edifício.

Ranaivoniarivo sugeriu que estava sob pressão.

– Talvez eu tenha renunciado sob ameaça. Não gosto que o povo malgaxe esteja se matando – disse Ranaivoniarivo à Reuters, mais tarde, por telefone.

– (A renúncia) foi na minha cabeça a melhor solução – completou.

Seu antecessor deixara o cargo no mês passado, depois que a guarda presidencial matou 28 manifestantes a tiros e deixou vários outros feridos.

Pelo menos alguns militares malgaxes se rebelaram nos últimos dias, irritados com a repressão do governo contra manifestações lideradas pelo oposicionista Andry Rajoelina.

Rajoelina, que foi colocado sob proteção pela ONU na segunda-feira, não é visto em público desde sexta-feira. Os protestos liderados por esse ex-prefeito da capital resultaram nos piores distúrbios no país em vários anos.

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