O ministro da Defesa de Madagascar renunciou nesta terça-feira depois de passar apenas um mês no cargo e o principal comandante do Exército exigiu que seja encontrada uma solução em 72 horas para a crise política no país do oceano Índico.
Após a renúncia do ministro Mamy Ranaivoniarivo, o comandante do Exército estabeleceu um prazo de 72 horas para que seja resolvida a crise que resultou na morte de 135 pessoas e devastou a economia da ilha.
– Prometemos nos manter neutros. Imploramos a todos os agentes políticos, civis, das organizações sociais e outras partes que se encontrem imediatamente para encontrar uma solução dentro das próximas 72 horas que ajude a nação a sair da atual crise– disse o general Edmond Rasolomahandry, sem afirmar o que aconteceria caso a solução não fosse encontrada.
Ladeado por soldados, o ministro Ranaivoniarivo leu sua carta de renúncia a jornalistas no seu gabinete, em Antananarivo, a capital. Horas antes, um coronel amotinado disse que soldados dissidentes controlavam o edifício.
Ranaivoniarivo sugeriu que estava sob pressão.
– Talvez eu tenha renunciado sob ameaça. Não gosto que o povo malgaxe esteja se matando – disse Ranaivoniarivo à Reuters, mais tarde, por telefone.
– (A renúncia) foi na minha cabeça a melhor solução – completou.
Seu antecessor deixara o cargo no mês passado, depois que a guarda presidencial matou 28 manifestantes a tiros e deixou vários outros feridos.
Pelo menos alguns militares malgaxes se rebelaram nos últimos dias, irritados com a repressão do governo contra manifestações lideradas pelo oposicionista Andry Rajoelina.
Rajoelina, que foi colocado sob proteção pela ONU na segunda-feira, não é visto em público desde sexta-feira. Os protestos liderados por esse ex-prefeito da capital resultaram nos piores distúrbios no país em vários anos.
Exército exige solução para crise em Madagascar e ministro cai
Terça, 10 de Março de 2009 às 08:45, por: CdB