Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Exército egípcio vai ajudar a proteger jornalistas, diz governo

O Exército egípcio foi instruído a ajudar jornalistas estrangeiros e protegê-los contra grupos à paisana que vêm atacando e espancando repórteres à medida que a situação nas ruas da capital vai ficando caótica, disse o gabinete egípcio nesta sexta-feira.

Sexta, 04 de Fevereiro de 2011 às 10:21, por: CdB
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O Exército egípcio foi instruído a ajudar jornalistas estrangeiros e protegê-los contra grupos à paisana que vêm atacando e espancando repórteres à medida que a situação nas ruas da capital vai ficando caótica, disse o gabinete egípcio nesta sexta-feira. Os Estados Unidos condenaram na quinta-feira a "campanha organizada" para intimidar repórteres estrangeiros que estão cobrindo os protestos contra o presidente Hosni Mubarak e disseram que o Egito não deve colocar jornalistas em sua mira. A Grã-Bretanha e o Brasil, entre outros, também criticaram a intimidação de jornalistas. - Conversei com o primeiro-ministro sobre os problemas enfrentados por jornalistas. Ele ficou muito perturbado. Ele entrou em contato com as Forças Armadas e as instruiu a facilitar o trabalho da mídia estrangeira e impedir qualquer interferência com o trabalho dela -, disse o porta-voz do gabinete, Magdy Rady. - O Exército vai ajudar vocês em áreas onde vocês têm contato com pessoas -, acrescentou ele, aludindo a grupos à paisana que vêm percorrendo as ruas e, em muitos casos, agredindo jornalistas. Dois jornalistas brasileiros foram detidos e vendados no Egito, onde outros correspondentes estrangeiros também sofreram ataques durante os violentos confrontos entre simpatizantes de Mubarak e manifestantes que exigem sua saída do poder. Segundo a Agência Brasil, um repórter da Rádio Nacional e um cinegrafista da TV Brasil tiveram seus passaportes e equipamentos apreendidos e, para serem liberados, assinaram na quinta-feira um documento se comprometendo a voltar ao Brasil. Os jornalistas passaram a última noite sem água, presos em uma sala sem janelas e com apenas duas cadeiras e uma mesa, em uma delegacia do Cairo, informou a Agência Brasil. Em comunicado na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que o governo "protesta" contra a detenção dos jornalistas e "manifesta a expectativa de que as autoridades egípcias tomem medidas para garantir as liberdades civis e a integridade física da população e dos estrangeiros presentes no país". O Itamaraty acrescentou que a embaixada do Brasil no Cairo continuará prestando assistência a turistas e residentes brasileiros no país.
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