O Exército libanês e militantes islâmicos retomaram os confrontos em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano nesta sexta-feira. Grossas colunas de fumaça preta subiram do campo de Nahr-al-Baredm onde os militantes do grupo Fatah al-Islam estão entrincheirados há 13 dias. Mais de 80 pessoas morreram até agora, incluindo civis.
A agência oficial libanesa informou que houve combates nos limites do campo de e que o Exército tomou uma série de posições de onde estava sendo atacado por rebeldes.
Dezenas de tanques de batalha e veículos blindados avançaram para posições ao norte do campo de refugiados, mas a correspondente da BBC em Beirute Kim Ghattas informa que ainda não está claro se os militares pretendem invadir o campo.
Segundo a agência oficial libanesa, os militantes recuaram para posições mais para dentro de Nahr-al-Bared.
Um porta-voz da Cruz Vermelha, Igor Ramazzotti, disse que a situação humanitária é muito grave e está piorando para os civis que permanecem dentro do campo.
A ONU afirma que 25 mil pessoas fugiram do campo, mas parte dos 31 mil habitantes continua presa no local. Os choques estariam concentrados nas entradas norte e sul do campo.
O Exército libanês divulgou uma declaração afirmando que os militantes dentro do campo de refugiados dispararam contra os soldados desde o início da manhã.
O Exército afirmou que está respondendo aos disparos com precisão, bombardeando as posições dos militantes e está fazendo de tudo para evitar atingir os civis.
O chefe da Organização para Libertação da Palestina, a principal organização palestina, também fez uma declaração destacando que o Exército está fazendo de tudo para evitar que os civis sejam atingidos.
Segundo Ghattas a declaração, aparentemente, deu aprovação subentendida à operação militar.
Membros do gabinete de governo do Líbano, que são contra a Síria, descreveram o Fatah al-Islam como uma ferramenta do serviço secreto sírio. Damasco nega qualquer ligação com o grupo.
Na quarta-feira, um magistrado militar libanês acusou de terrorismo 20 membros capturados do grupo militante.
As acusações eram relacionadas às mortes de soldados e civis. Se forem considerados culpados, os suspeitos poderão ser condenados à pena de morte.
Os militantes afirmam que não vão se render ao que eles chamam de americanos sionistas e os que são leais a eles.
Existem 12 campos de refugiados no Líbano que foram estabelecidos depois da criação de Israel em 1948. Militantes palestinos dentro do campo carregam armas e o Exército libanês, tradicionalmente, não entra nestes locais.
Exército e militantes retomam combates no Líbano
O Exército libanês e militantes islâmicos retomaram os confrontos em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano nesta sexta-feira. (Leia Mais)
Sexta, 01 de Junho de 2007 às 08:44, por: CdB