O Exército israelense pretende ficar fora das cidades da Cisjordânia ocupada para evitar interferir na eleição parlamentar palestina de 25 de janeiro, disse nesta segunda-feira uma fonte militar de Israel. O ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, que está na região para monitorar a eleição, disse que recebeu garantias do primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, de que os postos de controle ficarão da forma "mais aberta possível no dia da eleição".
Antes de reduzir suas operações, o Exército israelense prendeu 24 suspeitos de serem militantes. Quatro membros do grupo militante islâmico Hamas foram presos, incluindo uma autoridade municipal, disseram autoridades palestinas. O Hamas, comprometido com a destruição de Israel, poderá ter bons resultados na votação de quarta-feira e com isso conseguir espaço no governo palestino.
Uma grande vitória do grupo pode levar os EUA a reduzirem os contatos com a Autoridade Palestina e possivelmente congelarem a ajuda financeira direta, disseram fontes diplomáticas norte-americanas. Carter afirmou esperar que a eleição leve o Hamas a "se transformar em uma uma organização moderada". O grupo Jihad Islâmica pediu a seus seguidores que boicotem a eleição.
Autoridades de segurança israelenses e palestinas formaram uma equipe para coordenar as atividades da votação, de acordo com a Rádio de Israel. Tanto as forças israelenses quanto as palestinas estarão em alerta para o caso de escalada da violência. Pesquisas de opinião mostram o Hamas pouco atrás do movimento majoritáio Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas.