Ataques aéreos e bombardeios do governo com bombas-barril também foram relatados em áreas do norte da província de Homs sob controle rebelde
Por Redação, com Reuters - de Beirute:
Forças do governo da Síria, apoiadas pelo poderio aéreo da Rússia, lançaram um contra-ataque a rebeldes na província de Latakia, no noroeste do país, relataram uma facção rebelde e um grupo de monitoramento, e episódios de violência foram testemunhados em grande parte do noroeste nesta terça-feira.
Os alvos incluíram cidades e vilarejos onde uma trégua parcial havia trazido alguma paz nos combates entre o governo e os rebeldes desde 27 de fevereiro. O acordo de cessação das hostilidades vem sendo minado nas últimas semanas.
Os ataques aéreos mataram pelo menos cinco pessoas na cidade de Kafr Nubl, um bastião insurgente na província de Idlib, e três outras na vizinha Maarat al-Numan, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Nesse meio tempo, foguetes disparados pelos insurgentes mataram três crianças em Kefraya, cidade xiita próxima e leal ao governo, disse a entidade. A mídia estatal afirmou que os mortos eram membros de uma mesma família.
Os combates em Latakia se concentraram em áreas onde grupos insurgentes haviam realizado um ataque contra forças do governo na segunda-feira, e onde batalhas irromperam com frequência apesar da trégua acordada.
– O regime está tentando tomar a área de assalto, com a participação de helicópteros e (caças) Sukhoi russos – disse Fadi Ahmad, porta-voz do grupo rebelde Primeiro Costeiro na área. O Observatório disse que os confrontos transcorriam desde a manhã.
Ataques aéreos e bombardeios do governo com bombas-barril também foram relatados em áreas do norte da província de Homs sob controle rebelde. Damasco negou o uso de bombas-barril, que são barris repletos de explosivos, mas a prática já foi amplamente registrada, inclusive por uma comissão de inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria.
O Exército sírio não estava disponível de imediato para comentar.
Combatentes do EI
Existem sinais de que mais militantes inspirados pelo Estado Islâmico foram enviados à Bélgica e à Europa, disseram autoridades belgas nesta terça-feira, mantendo o estado de alerta do país no segundo nível mais alto.
O nível de alerta da Bélgica foi reduzido de quatro, que é o mais alto, para três somente dois dias após os ataques de 22 de março, que deixaram 32 mortos no aeroporto e em uma estação do metrô de Bruxelas, e foi mantido assim desde então.
– Há indicações de que o Estado Islâmico enviou combatentes para a Europa e a Bélgica, o nível de alerta, que atualmente está em três, não irá diminuir – disse um porta-voz do centro de crise da Bélgica.
Ao manter o nível três, as autoridades sinalizam que um ataque é possível e provável.
Promotores detiveram dois homens vistos em câmeras de segurança ao lado dos homens-bomba do aeroporto e da estação do metrô no dia 8 de abril, o que significa que todos os suspeitos das explosões na capital belga estão mortos ou sob custódia.