Tropas para Camarões
O presidente norte-americano, Barack Obama, informou no dia 14 deste mês que pretende enviar 300 militares a Camarões para operações de inteligência, vigilância e reconhecimento. Segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca, Obama anunciou que já foram deslocadas 90 pessoas para autodefesa do país africano, que foi vítima de ataques da organização fundamentalista islâmica Boko Haram. Um alto funcionário do governo norte-americano disse à agência de notícias AFP que a operação norte-americana está relacionada com a atividade do Boko Haram, que tem ampliado sua atuação a outras nações africanas, além da Nigéria, como foram os recentes casos ocorridos em Camarões ou no Chade. No domingo passado, por exemplo, registraram-se dois atentados suicidas que mataram pelo menos nove pessoas e feriram 29 no Norte de Camarões: duas mulheres-bomba atacaram uma pastelaria de uma aldeia, segundo declarações da polícia à AFP. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os atentados e o seu secretário-geral Ban Ki-moon lembrou que só nos últimos quatro meses ocorreram 15 ataques suicidas naquela região do país. Em outra ação perpetrada por homens-suicidas, que atacaram no dia 10 deste mês um mercado de peixe e um campo de refugiados na cidade de Baga Sola, no Chade Ocidental, provocou a morte de pelo menos 41 pessoas e ferimentos em 50.ONU condena atentados
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o secretário-geral da instituição, Ban Ki-moon, condenaram o duplo atentado suicida praticado durante o fim de semana pelo grupo extremista Boro Haram no Norte da República dos Camarões. – Nada justifica aquela violência e os assassinatos indiscriminados – disse Ban Ki-moon, em comunicado. Ele lembrou que desde julho deste ano já ocorreram 15 ataques suicidas no Norte dos Camarões. Ban Ki-moon reiterou a solidariedade da ONU com o país e o apoio às autoridades na luta contra o terrorismo, com base na lei internacional. Os membros do Conselho de Segurança da ONU destacaram que os ataques terroristas não têm nenhuma justificativa e manifestaram o seu compromisso na luta contra o Boko Haram e outros grupos extremistas. Pelo menos 11 pessoas morreram e 29 ficaram feridas no dia 11 de outubro no atentado, que ocorreu perto da fronteira com a Nigéria. No sábado, o Boko Haram praticou um triplo atentado suicida no Chade, que deixou 37 mortos.