O ministro de Defesa da Colombia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta quatrta-feira que o Exército do país resgatou a política colombiana Ingrid Betancourt, que era mantida como refém havia seis anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Além de Betancourt, outros 14 reféns que estavam em poder do grupo foram resgatados, segundo Santos. De acordo com informações do ministro, o Exército capturou aos guerrilheiros que faziam um cordão de segurança na área de cativeiro dos seqüestrados e que esses rebeldes teriam convencidos aos demais guerrilheiros a entregar os reféns.
– Esta operação não tem precedentes e deixa em alta a qualidade e profissionalismo das Forças Armadas Colombianas – afirmou o ministro.
Em abril, um dos seqüestradores de Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), enviou uma carta ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, em que expressa "remorso" por ter participado da operação de captura, há mais de seis anos, da ex-senadora franco-colombiana.
Segundo o ministro da Defesa, o Exército colombiano poupou a vida dos guerrilheiros que estavam em poder dos reféns na esperança de que o grupo armado liberte o restante dos seqüestrados em seu poder.
– Decidimos não atacá-los e respeitamos a vida (dos guerrilheiros) para que as Farc em reciprocidade soltem o resto dos seqüestrados – disse ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos.
Estima-se que as Farc detenham cerca de 700 pessoas em seu poder. O ministro também mencionou "infiltração" da guerrilha no estado de Guaviare, mas não deu detalhes sobre essa informação.
Santos fez um apelo "às cabeças" das Farc para que entreguem as armas e evitem derramamento de sangue.
– O governo afirma que se querem negociar, oferecemos a eles uma paz digna – disse Santos ao final da coletiva de imprensa em que anunciou o resgate dos reféns.
Nolberto Uni Vega, um dos seqüestradores de Betancourt, está preso em Combita, no norte da Colômbia. Ele deixou as Farc em 2003 e cumpre pena de 34 anos de prisão.
Alegria imensa
O filho da ex-candidata presidencial da Colômbia Ingrid Betancourt, Lorenzo Delloye, disse sentir uma "alegria indescritível" com a notícia da libertação da mãe, anunciada pelo governo colombiano nesta quarta-feira.
– É uma alegria imensa, uma alegria indescritível, não posso acreditar – afirmou, de Paris, ao canal de TV colombiano RCN.
– Espero mais informação, espero que seja verdade de todo coração – acrescentou Lorenzo.
A irmã da política, Astrid Betancourt, disse estar "cheia de alegria".