O comando da guerrilha colombiana, em carta entregue ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negou que existam quaisquer condições de levar adiante o plano de devolver ao convívio de suas famílias os reféns mantidos nos territórios controlados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e que pedirá para reativar o mecanismo de devolução apenas quando conseguir um lugar seguro. O mandatário considerou que a operação vai continuar mesmo com riscos, e que poderia trocar a "modalidade" do resgate, incluindo operações clandestinas, mas afirmou que não deseja chegar a isso.
"As intensas operações militares na região nos impedem por hora de entregar a vocês Clara Rojas, Emmanuel, e González de Perdomo, como era nosso desejo", diz a carta, lida por Chávez, durante entrevista telefônica com o canal estatal VTV, nesta segunda-feira .
Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe disse também nesta segunda-feira que não enviará a Comissão de Paz para resgatar os reféns por medo de sequestro pelas Farc. Ele negou, no entanto, que combates entre as Farc e a Força Armada colombiana impeçam a entrega dos reféns e ofereceu suspender as operações militares na região para facilitar o resgate, criando um corredor seguro que permita a entrega dos reféns.