Um helicóptero do Exército sobrevoou o Morro da Providência nesta sexta-feira, em apoio aos militares que ocupam o morro desde a última quarta-feira. As forças do Exército apreenderam, pela manhã, três pacotes de cocaína prensada e farta munição. Ainda nesta manhã, o Exército deixou a Favela do Dique, no Jardim América, e o Morro do Dendê, na Ilha do Governador, onde não houve troca de tiros. O Comando Militar do Leste explicou que o Morro do Pinto foi ocupado para evitar que traficantes disparassem de lá contra os militares que estão na Providência.
Ao todo, quatro pessoas foram presas no Complexo da Providência, na Zona Portuária do Rio, pelos cerca de 200 militares que estão no local. Houve intenso tiroteio e os militares foram recebidos com protestos por um grupo de moradores. Os suspeitos estavam na casa onde foram encontrados dez quilos de cocaína, além de uma farda camuflada e rádiotransmissores.
Ação cautelar
Nesta sexta-feira, o Ministério Público Federal entrou com ação cautelar, preparatória de ação civil pública, com pedido de liminar para que a Justiça Federal determine à União a suspensão da Operação Asfixia, que visa a recuperar fuzis roubados do Estabelecimento Central de Transportes do Exército (ECT). Foi instaurado ainda procedimento para apurar possíveis arbitrariedades cometidas pelos militares contra os cidadãos.
Os procuradores da República Fábio Aragão e Vinícius Panetto alegam, na ação, que a Constituição Federal não está sendo cumprida, pois o Exército vem realizando funções exclusivas das polícias civil e militar, como revistar carros e moradores que entram e saem dos morros cariocas.