O exército americano negou, nesta terça-feira, acusações feitas por líderes religiosos sunitas de que profanou santuários muçulmanos após entrar em uma mesquita dessa comunidade na cidade de Ramadi, ao oeste de Bagdá.
Em comunicado, o comando militar americano em Bagdá assegurou que as tropas dos EUA "respeitam os lugares santos e rejeitam qualquer agressão contra eles".
"As tropas não entraram na mesquita, e se concentravam a cerca de 300 metros" do templo, assegurou o comunicado do comando militar americano.
Comentava assim as acusações feitas na segunda-feira pela Organização de Ulemás Muçulmanos (OUM), que aglutina a minoria sunita iraquiana, segundo as quais os soldados dos EUA pintaram no sábado passado cruzes nas paredes do templo de Al Qods Al Sharif em Ramadi, 100 quilômetros da capital.
O porta-voz da OUM, Muthana Harith al-Dhari, também disse ontem que os militares americanos pintaram cruzes negras em várias cópias do Corão, o livro sagrado muçulmano.
Dari mostrou aos jornalistas duas cópias do Corão com as cruzes pintadas, e um terceiro livro com um buraco de bala.
Exército americano nega ter profanado santuários muçulmanos
Terça, 17 de Maio de 2005 às 03:44, por: CdB