Tropas dos Estados Unidos e da Coréia do Sul começaram a realizar exercícios militares conjuntos nesta segunda-feira, o que deve alimentar as tensões regionais, já bastante elevadas após um teste de mísseis norte-coreanos em 5 de julho e relatos de que Pyongyang poderia realizar um teste de bomba nuclear.
Os exercícios anuais são realizados há décadas na Coréia do Sul sem nenhum grande incidente. Apesar disso, a Coréia do Norte afirma que as movimentações são o prelúdio para uma invasão e para a guerra.
Há sugestões de que a Coréia do Norte poderia utilizar os exercícios militares deste ano como uma desculpa para acelerar seus preparativos de teste nuclear.
Analistas disseram que a Coréia do Norte tentaria aumentar seu poder de barganha, sinalizando com a possibilidade de testar uma bomba. O governo do pobre e isolado país comunista estaria interessado em arrancar concessões da comunidade internacional, principalmente de Washington.
- Os exercícios militares conjuntos são outra provocação militar grave à Coréia do Norte. Eles são apenas uma aventura militar perigosa que leva a situação na península da Coréia à beira da guerra - disse a agência oficial de notícias norte-coreana na sexta-feira.
As duas Coréias continuam tecnicamente em guerra, já que o conflito de 1950-53 terminou com uma trégua, mas nunca houve um tratado de paz.
Os EUA mantêm cerca de 3 mil soldados em território sul-coreano para dar apoio aos mais de 650 mil militares do país. A Coréia do Norte tem um Exército de 1,2 milhão de integrantes, a maioria deles baseados perto da fronteira com o sul.