O Credit Suisse publicou, nesta sexta-feira, nota esclarecendo que a recente ação da Polícia Federal não possui relação com as atividades brasileiras do banco de investimento, e que as buscas feitas pela PF na terça-feira foram efetuadas na sede do Credit Suisse Representações. Segundo o banco, o Credit Suisse Representações é parte da divisão de "private banking" do Credit Suisse, instituição financeira com sede na Suíça, e uma empresa não financeira que atua como representante comercial no Brasil.
"A ação da Políca Federal não atingiu nem teve qualquer relação com as atividades e operações do Banco de Investimentos Credit Suisse Brasil SA e de suas subsidiárias", explicou no comunicado.
Evasão de divisas
A PF apreendeu o passaporte de seis gerentes do private banking do banco suíço Credit Suisse em São Paulo e impediu todos eles de deixar o país, sem o consentimento prévio da Justiça. Nesta quarta-feira, a PF prendeu o gerente internacional para negócios do Brasil do Crédit Suisse, Peter Schaffner, quando ele tentava embarcar para o exterior no Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos). Existe a suspeita de que ele tenha tentado fugir do país.
Agentes da PF também informaram que as investigações, denominadas de "Operação Suíça", começaram em dezembro e que já "foram obtidos fortes indícios de que os suspeitos efetivamente estavam atuando de modo ilegal, proporcionando a remessa ao exterior de grandes somas de valores de origem suspeita, pertencentes a brasileiros e estrangeiros residentes no país, fato esse que, em tese, pode configurar crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha".
Segundo os policiais, o escritório de representação em São Paulo operaria de "modo ilegal" com a captação de "clientes interessados em abrir e movimentar contas bancárias numeradas no exterior, em especial na Suíça, a fim de amparar remessas não autorizadas de divisas, dissimuladas em forma de operações de compra de títulos de capitalização".
De posse de um mandado judicial, assinado pelo do juiz Fausto Martins de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo, na última terça-feira, a PF apreendeu computadores e documentos nesse escritório e também em quatro imóveis residenciais pertencentes aos suspeitos com o objetivo de procurar provas dos supostos crimes.
"Todos os mandados foram cumpridos simultaneamente, ocasião em que foram apreendidos diversos documentos, microcomputadores portáteis, discos rígidos de computadores e outros objetos que ora estão sendo analisados", afirmou diz uma nota da PF, divulgada nesta sexta-feira.