A polícia italiana prendeu nesta quarta-feira em Roma o ex-chairman do grupo alimentício Cirio, Sergio Cragnotti, juntamente com dois ex-executivos da companhia, informou a advogada do empresário. A Cirio está envolvida em uma disputa judicial pela Bombril no Brasil
A Cirio deixou de pagar mais de 1 bilhão de euros em bônus no final de 2002, insolvência que posteriormente foi ofuscada pelo escândalo multibilionário da também italiana Parmalat . Uma fonte judicial disse que Cragnotti, também conhecido pela administração do clube de futebol Lazio, estava detido fora de Roma aguardando remoção para a capital italiana.
A mesma fonte disse ainda que Cragnotti teria afirmado à sua advogada, Giulia Bongiorno, que já esperava a prisão ``há algum tempo'', mas questionava quando isso iria acontecer.
Bongiorno disse à Reuters que a prisão é ``completamente inútil'' e resultado da pressão da mídia após o escândalo Parmalat, que em dezembro revelou um buraco de bilhões de euros em seu balanço.
Cragnotti vem sendo investigado há meses por suspeita de fraude, divulgação de comunicados falsos e concordata criminosa. Ele foi preso junto com seu genro Filippo Fucile, ex-diretor geral da Cirio Finanziaria, e com seu filho Andrea Cragnotti, que também participou da direção da empresa.
Os três foram os primeiros a serem presos em uma investigação que envolve pelo menos outras 16 pessoas, incluindo alguns importantes banqueiros italianos.