Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Execuções no mundo alarmam Anistia Internacional

Terça, 05 de Abril de 2005 às 06:48, por: CdB

A pena de morte acabou com mais vidas em 2004 do que em quase qualquer outro período nos últimos 25 anos, afirmou nesta terça-feira a Anistia Internacional. A China lidera o ranking e, ao lado do Irã, ainda executa jovens.

O número de sentenças de morte no ano passado também bateu um recorde de 10 anos, segundo a organização de defesa dos direitos humanos, chegando a ser impostas a ao menos 7.395 pessoas.

- É um aumento alarmante nas execuções e os números descobertos na China são realmente assustadores - disse a diretora da Anistia Kate Allen.

O número de mortos pode ser bem mais alto, já que muitos países, incluindo a China, não divulgam dados oficiais, lembrou a Anistia.

- Essas execuções são uma pequena ponta do iceberg, muitos países continuam a executar as pessoas em segredo.

Em Pequim, na terça-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês foi questionado sobre o relatório da Anistia durante uma entrevista coletiva e não fez comentários diretos, afirmando apenas que "a China é um país governado pela lei".

Cinco países - Butão, Grécia, Samoa, Senegal e Turquia - aboliram a pena de morte no ano passado.  Pelo menos 3.797 pessoas foram executadas em 2004, afirmou o grupo.

Esse foi o segundo maior número que a organização registrou desde que começou a monitorar as execuções, 25 anos atrás. Em 1996, 4.272 pessoas foram executadas.

Só na China, 3.400 execuções foram conduzidas no ano passado, cerca de nove em 10 casos.
O Irã apareceu em segundo lugar, executando pelo menos 159 pessoas, três delas jovens. Uma garota de 16 anos foi enforcada publicamente por "atos incompatíveis com a castidade", disse a Anistia.

Os Estados Unidos executaram 59 pessoas em 2004, mas, no mês passado, aboliram a pena de morte juvenil.

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