Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Exceção na Europa, governo vence na Turquia

Segunda, 13 de Junho de 2011 às 14:10, por: CdB

Enquanto na Itália, Berlusconi amarga uma derrota acachapante - o mesmo ocorrendona maioria dos países europeus ondetem havido eleições- na Turquia, com 50% dos votos, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), do premiê Recep Tayyip Erdogan, obtém vitória nas eleiçõe

Cerca de 50 milhões de turcos deram à legenda, no poder há nove anos, a possibilidade de formar, pela terceira vez consecutiva, um governo sozinho. Com 49,9% dos votos, o partido de Erdogan conquistou 326 assentos dos 550 do Congresso, na eleição parlamentar do domingo. Já os partidos da oposição ao AKP, o Partido Popular Republicano (CHP, social-democrata) e o Partido Ação Nacionalista (MHP) contaram com 25,9% e 13% dos votos, respectivamente.

O premier aproveitou, ainda, para passar seu recado ao mundo - "Gaza, Palestina e Jerusalém também ganharam". Erdogan é aclamado como o premier do governo que converteu a Turquia em uma potência emergente regional. O país se transformou em uma das economias de maior crescimento no mundo e deu fim ao ciclo nefasto de golpes militares que lhe usurpavam a vida democrática.

Turquia, potência emergente, é considerada modelo de democracia

Diante da onda de protestos no Oriente Médio e no norte da África, o país foi considerada por muitos analistas como modelo de compatibilidade entre a democracia e o islamismo. Erdogan, inclusive, foi aclamado herói pelos manifestantes da Praça Tahrir, no centro do Cairo, quando pediu ao então presidente do Egito, Hosni Mubarak, que abandonasse o poder.

Sua credibilidade é confirmada, portanto, neste terceiro triunfo eleitoral. Em sua fala, sobre a nova Constituição do país, ele garantiu que ela será feita com a participação de todos - da oposição, dos partidos que não estão no Parlamento e das organizações da sociedade civil.

"As pessoas nos deram uma mensagem para construir uma nova Constituição via consenso e negociação. Nós vamos discutí-la a Constituição com os partidos de oposição e ela vai atender demandas de paz e justiça", completou.

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