Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Exame de DNA de filhos de desaparecidos políticos da Argentina será feito apenas por órgão oficial

Quinta, 30 de Dezembro de 2010 às 14:10, por: CdB


Brasília – A Suprema Corte de Justiça da Argentina determinou que apenas o Banco Nacional de Dados Genéticos está autorizado a fazer exames de DNA para verificar a paternidade dos filhos de desaparecidos e mortos durante a ditadura militar no país (1976 a 1983). Em novembro de 2009, o Congresso Nacional estabeleceu as competências do banco como a instituição competente para a realização dos exames.

As informações são da agência oficial de notícias da Argentina, a Telam. A decisão foi divulgada pela Unidade Fiscal de Coordenação e Acompanhamento dos Casos de Violação dos Direitos Humanos para o Terrorismo de Estado, do Gabinete do Procurador-Geral, peticionário assunto em dezembro de 2009.

Pela decisão da Suprema Corte, a orientação é que os exames sejam feitos na tentativa de buscar as “crianças filhas de pessoas desaparecidas, que foram sequestradas de seus pais ou nasceram em cativeiro”. Segundo a determinação, o corpo médico forense depende das decisões da Suprema Corte.

Dados da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas da Argentina estima que cerca de 9 mil pessoas desapareceram durante a ditadura, no país. Os grupos de defesa dos desaparecidos e mortos argentinos são bastante ativos com destaque internacional para as Mães e Avós da Praça de Maio, que se reúnem semanalmente para lembrar o episódio que marcou a história política do país.

As Mães e Avós da Praça de Maio e representantes de outras entidades de defesa dos direitos humanos estimam que o número de desaparecidos e mortos durante o regime militar pode chegar a 22 mil. Na Argentina, houve inúmeras denúncias de bebês e crianças retiradas dos pais e de suas famílias sequestradas. Há suspeitas de que várias dessas crianças foram entregues a militares para serem criadas como filhas.

Edição: Lana Cristina
 

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