O ex-vice-presidente argentino Carlos Alvarez reafirmou hoje que foram pagos US$ 5 milhões em subornos aos senadores para a aprovação da reforma trabalhista em 2000, durante o governo do presidente Fernando de La Rua.
O escândalo, segundo Alvarez, envolveu Fernando de la Rúa e altos funcionários do então governo, como o ministro do Trabalho, Alberto Flamarique, e o secretário de Informação do Estado, Fernando de Santibañez.
"Chacho" Alvarez renunciou à vice-presidência em 2000, após denunciar o esquema de corrupção para aprovar a reforma trabalhista. A renúncia de Alvarez causou uma grave crise política na Argentina, que marcou o início do fim do governo de De la Rúa, que renunciou no ano seguinte, em meio a uma revolta popular que deixou 30 mortos.