Um enviado dos Estados Unidos à Ásia Central visitou neste sábado o Quirguistão após o Departamento de Estado ter sugerido que o presidente deposto do país pode ser o responsável pela violência étnica que marcou a nação na última semana. Os Estados Unidos e a Rússia, ambos operando bases aéreas militares na estratégica nação muçulmana, estão preocupados de que os tumultos no Quirguistão possam se espalhar para outras localidades da Ásia Central, uma grande região da ex-União Soviética ao norte do Afeganistão.
O secretário de Estado adjunto norte-americano, Robert Blake, estava no Quirguistão para conversar com o líder interino do país e visitar a turbulenta região Sul da nação. O governo disse que cerca de 2 mil uzbeques e quirguizes podem ter morrido em vários dias de violência étnica na semana passada. A Organização das Nações Unidas calculou que um milhão de pessoas foram afetadas pelo problema.
Em declarações publicadas na página do Departamento de Estado na internet, a secretária Hillary Clinton disse que Kurmanbek Bakiyev, presidente que foi deposto em uma revolta em abril, pode ser o culpado.
– Seguramente, a queda do presidente Bakiyev há alguns meses deixou para trás aqueles que ainda eram leais a ele e contra o governo provisório. Certamente houve acusações de instigação à violência, que devem ser levadas a sério – afirmou.