Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Ex-presidente do Egito é condenado a três anos de prisão

O ex-presidente deposto do Egito Hosni Mubarak foi sentenciado nesta quarta-feira a três anos de prisão, após ser condenado por desvio de dinheiro público. O veredicto deve agradar a muitos dos egípcios que viveram três décadas de autocracia sob Mubarak antes da revolta popular que o derrubou, em 2011.

Quarta, 21 de Maio de 2014 às 10:00, por: CdB
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O ex-presidente deposto do Egito Hosni Mubarak foi sentenciado nesta quarta-feira a três anos de prisão
O ex-presidente deposto do Egito Hosni Mubarak foi sentenciado nesta quarta-feira a três anos de prisão, após ser condenado por desvio de dinheiro público. O veredicto deve agradar a muitos dos egípcios que viveram três décadas de autocracia sob Mubarak antes da revolta popular que o derrubou, em 2011. Mas as autoridades do país ainda leais a ele permanecem influentes. Grupos de direitos humanos dizem que as práticas abusivas na área de segurança estão vivas até hoje, uma vez que outro ex-militar é o favorito para ganhar a eleição presidencial na próxima semana. Os dois filhos de Mubarak foram condenados a quatro anos de prisão pelas mesmas acusações de desvio de dinheiro público que deveriam ser investidos na renovação de palácios presidenciais, mas foram usados para reformar propriedades familiares. - Ele (Mubarak) deveria tratar as pessoas próximas e distantes da mesma maneira - disse o juiz Osama Shaheen, de 86 anos, sobre o líder, presente no tribunal ao lado dos filhos Gamal e Alaa. - Em vez de respeitar a Constituição e as leis, ele deu a si mesmo e aos filhos a liberdade de usar recursos públicos como quisessem sem supervisão e sem respeito - acrescentou. Mubarak passou 23 meses na prisão desde o levante que o derrubou até agosto de 2013, quando foi transferido para prisão domiciliar. Não ficou claro, no entanto, se o tempo em que ele já ficou preso será descontado da sentença, mas fontes disseram à Reuters não esperar que Mubarak vá cumprir os três anos na prisão. Eles disseram que seus filhos, que já passaram três anos na prisão, provavelmente não vão cumprir toda a pena. Quatro outros acusados ​​foram absolvidos. O ex-chefe de inteligência de Mubarak, Abdel Fattah al-Sisi, está prestes a ser eleito presidente em uma votação na próxima semana, que poderia aumentar a legitimidade de um governo apoiado pelos militares. Desde que o ex-chefe do Exército Sisi liderou a derrubada do presidente islâmico eleito Mohamed Mursi, em julho, os tribunais têm dado penas mais severas para os membros da Irmandade Muçulmana, de Mursi, e ativistas. O Judiciário é considerado pelos críticos como parte do aparelho de repressão do Estado contra os dissidentes. Muitos ativistas proeminentes recentemente tiveram penas mais duras pela participação em protestos de rua do que a aplicada nesta quarta-feira a Mubarak, que foi punido por desviar milhões enquanto servia como presidente. Membros da Irmandade, incluindo o guia espiritual do movimento islâmico, foram condenados à morte.
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