SANTIAGO DO CHILE, 6 SET (ANSA) - A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, prestou depoimento durante quatro horas sobre a morte de seu pai, o general da Aeronáutica, Alberto Bachelet, em março de 1974, durante a ditadura militar.
O depoimento faz parte do processo que está cargo do juiz Mario Carroza, que investiga as circunstâncias da morte do militar, detido por discordar do golpe de Estado e se manter fiel ao governo constitucional de Salvador Allende.
A investigação foi aberta depois de uma acusação por homicídio, consequência das torturas que o pai da atual representante da ONU Mulher sofreu na prisão.
Segundo Carroza, o objetivo do procedimento foi recolher mais informações sobre o caso e conhecer "como elas viram o general Bachelet no tempo em que ele esteve preso pelo processo ao qual foi submetido pela Força Aérea".
O advogado de acusação, Eduardo Contreras, falou sobre a importância das declarações dadas pela família. "Elas estavam no país, conheceram de perto o estado em que se encontrava o familiar e, portanto, o que podem dizer em relação ao tratamento recebido por seus pares e por muitos que tinham sido seus subordinados na prisão é muito relevante para que o juiz possa determinar as respectivas responsabilidades", afirmou.
No caso, já prestaram depoimentos a viúva de Alberto, Ángela Jeria, e o ex-subsecretário da Aviação durante a administração Bachelet, Raúl Vergara, que ficou preso junto com o pai da ex-presidente e que teria identificado seus torturadores. Michelle e Ángela também foram presas durante a ditadura (1973-1990) (ANSA)
EX-PRESIDENTE DO CHILE PRESTA DEPOIMENTO SOBRE MORTE DE SEU PAI
Terça, 06 de Setembro de 2011 às 06:01, por: CdB