Ex-presidente da Siemens nega envolvimento em corrupção
O ex-presidente da Siemens Adilson Primo alegou em depoimento ao Ministério Público que não estava ciente de supostas práticas ilegais delatadas pela nova diretoria da companhia alemã ao Cade.
Trens da Siemens, como este na Califórnia, são vendidos para todo o mundo
O ex-presidente da Siemens Adilson Primo alegou em depoimento ao Ministério Público que não estava ciente de supostas práticas ilegais delatadas pela nova diretoria da companhia alemã ao Cade.
Primo comandou a Siemens no Brasil de 2001 a 2011 e foi demitido sob a alegação de que tinha movimentado conta bancária no exterior sob investigação de autoridades do Brasil e de Luxemburgo. Atualmente ele é secretário municipal na cidade mineira de Itajubá.
Ele teria dito ao Ministério Público que contratos de consultoria com empresas suspeitas de serem intermediárias de pagamento de propinas a agentes públicos passaram por auditoria interna e nenhuma ilegalidade foi constatada. As informações são da Folha de São Paulo.
A multinacional alemã deu início às denúncias por meio de um acordo de leniência com a Justiça, que não permite a punição a seus executivos. Segundo informações de executivos, o acordo entre empresas para a realização de obras no transporte sobre trilhos em São Paulo incluía propina a políticos do PSDB. O caso aconteceu durante os governos tucanos de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, sendo que o último foi citado no e-mail de um executivo da empresa como tendo proposto um acordo em uma licitação da CPTM que previa a compra de 40 novos trens. Serra nega as acusações.
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