O ex-primeiro-ministro da França Dominique de Villepin foi inocentado da acusação de ter conspirado para difamar o presidente Nicolas Sarkozy.
De Villepin foi acusado de tentar manipular uma investigação judicial que poderia ter prejudicado Sarkozy nas eleições presidenciais de 2007.
Naquela ocasião os dois disputavam a pré-candidatura dentro seu partido à Presidência francesa, pois Jacques Chirac deixaria o cargo.
O juiz do caso afirmou que não há provas de que De Villepin tenha agido de má fé. Vários outros envolvidos no caso foram considerados culpados de várias acusações.
Agora o ex-premiê deverá relançar sua carreira política e se transformar no adversário de Sarkozy nas próximas eleições presidenciais da França, em 2012.
Lista falsa
O caso que levou De Villepin aos tribunais remonta a 2004, quando o nome de Sarkozy apareceu em uma lista falsa com os nomes de importantes políticos e empresários que estariam ligados a uma conta bancária ilegal em Luxemburgo.
A acusação era de que as pessoas que apareciam na lista falsa teriam recebido propina na venda internacional de armas.
Esta lista foi enviada a várias pessoas, incluindo De Villepin, que foi acusado de não acabar com a conspiração.
Outros três acusados foram condenados no julgamento nesta quinta-feira em Paris, incluindo o ex-vice-presidente do grupo aeroespacial EADS, Jean-Louis Gergorin, que admitiu ter vazado a lista falsa para investigadores, e Imad Lahoud, um especialista em computação que confessou ter acrescentado o nome de Sarkozy à lista.
Eles foram sentenciados, respectivamente, a três anos de prisão, com 21 meses de liberdade condicional, e três anos de prisão com 18 meses de liberdade condicional.
Um quinto acusado foi inocentado.