A máfia que atua no sistema de transporte alternativo (Máfia das Vans) pode ter feito mais uma vítima no Rio. No fim da noite desta terça-feira, o ex-PM Stefânio José Avelino de Oliveira, 34 anos, diretor da CoopCap - cooperativa de vans que atua no Rio e em Nova Iguaçu - foi executado a tiros quando chegava na casa da mãe dele, na Praça Roque de Almeida, no Jardim Bangu, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
A polícia ainda não tem pista dos assassinos que fugiram do local tomando rumo ignorado. Também não há informações sobre o assunto que teria motivado o assassinato. Para um policial que esteve no local, não há dúvidas de que o crime é de vingança e de que pode estar ligado com a Máfia das Vans. Contudo, ainda é cedo para dizer corretamente o motivo. As investigações já começaram.
Segundo o delegado-substituto da 34ª DP (Bangu), Renato Bezerra, Estefano José era policial militar e foi expulso da corporação em 1998. O delegado não soube informar o motivo da expulsão do PM. A assessoria de comunicação da PM confirmou as informações do delegado, e ficou de averiguar as causas da expulsão do policial.
Morto com mais de 80 tiros
Stefânio chegou ao local dirigindo o Audi A-3 azul e, de acordo com testemunhas, foi seguido por um Honda Civic prata, de placa não anotada, de onde desceu um homem armado de fuzil. Antes mesmo do Audi parar, os tiros foram disparados e estilhaçaram primeiro o párabrisa traseiro do veículo, onde estava um plástico com os seguintes dizeres: "Fique Rico ou Morra Tentando".
O carro foi atingido por mais de 80 tiros também disparados pelo outro ocupante do Honda que continuou no veículo. O Audi, que já estava com duas rodas na calçada chegou a bater no poste em frente a residência onde a vítima entraria, avariando a lataria dianteira também perfurada por tiros. Os criminosos, de acordo com testemunhas, quiseram ter a certeza da morte da vítima e ficaram fazendo disparos por cerca de um minuto.
Concorrência entre cooperativas
Conforme investigações da polícia, em março do ano passado, a Coopcap, que tinha como dirigente o ex-PM Stefânio, foi acusada por diretores da Coopestrela de fazer parte do grupo denominado G-4, que estaria tentando tomar o controle dos pontos de vans na cidade.
Conforme registro feito na Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), que investiga a Máfia das Vans, a Coopestrela denunciou que as concorrentes, Rio da Prata, Rio das Pedras, Coopcap e Alternativa tentaram lotear os pontos fazendo a exigência de pagamento de diária no valor de R$ 70. A tentativa de tomar os pontos revoltou os topiqueiros que decidiram denunciar.