O ex-líder do PP Pedro Henry (MT) confirmou, nesta quinta-feira, aos integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara que convidou deputados de outros partidos para integrarem o partido:
- Na função de líder, isso é normal. Confesso que conversei inúmeras vezes com vários deputados, mas nunca ofereci compensação financeira.
O parlamentar admitiu ter oferecido outros tipos de compensações, como relatorias e presidências do PP nos estados. Segundo Pedro Henry, no governo Lula 24 deputados entraram no PP e 18 deixaram o partido. Desses 24, 17 mudaram para o PP quando ele era líder (2003-2004).
O parlamentar disse ainda que nunca ouviu falar de mensalão - suposta mesada paga a aliados pelo PT em troca de apoio ao governo nas votações - antes das denúncias do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Ele disse também que não conhece o publicitário Marcos Valério - apontado como operador do mensalão -, mas que conhece o tesoureiro de PT, Delúbio Soares, de reuniões com o partido. Pedro Henry, fez questão de ressaltar que não tem relações próximas com o tesoureiro.
Ele explicou que outra forma de atrair parlamentares para o partido seria a argumentação de que partidos da base do governo conseguiriam a liberação de emendas parlamentares com mais facilidade. Ele afirmou que convidou deputados de outros partidos para integrarem o partido:
- Na função de líder, isso é normal. Confesso que conversei inúmeras vezes com vários deputados, mas nunca ofereci compensação financeira - afirmou.
O parlamentar admitiu ter oferecido outros tipos de compensações, como relatoriais e presidências do PP nos estados.
Para mostrar que esse é um argumento forte, ele lembrou que, dos 24 parlamentares que passaram a integrar o PP no governo Lula, nove eram da oposição, sendo cinco do PFL e quatro do PSDB.
O ex-líder do PP classificou o depoimento de Roberto Jefferson (PTB-RJ) ao Conselho de Ética, no último dia 14, como um "grande teatro".