Al-Radhi, um ex-juiz, acusou o governo em Bagdá de impedir que ele investigasse os responsáveis.
- Nós começamos o nosso trabalho em junho de 2004 com 3 mil casos. E descobrimos que U$ 18 bilhões tinham sumido - afirmou.
Al-Radhi disse que pessoas que trabalhavam com ele e suas famílias haviam sido alvos de ataque - alguns teriam sido seqüestrados, torturados e mortos. No início do mês, al-Radhi disse a um comitê do Congresso norte-americano que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, havia protegido familiares envolvidos em corrupção.
Mas é o governo iraquiano que, por sua vez, acusa al-Radhi de corrupção.
Um porta-voz do governo, Zuhair al-Naher, disse que todo mundo sabe que a corrupção é generalizada no Iraque, mas insistiu que o governo tem feito o possível para investigar suspeitos. Em Julho, o departamento dos Estados Unidos que acompanha os esforços de reconstrução no Iraque disse que subornos e mau gerenciamento de recursos são endêmicos no país, o equivalente a uma "segunda insurgência".