Rio de Janeiro, 23 de Fevereiro de 2026

Ex-juiz acusa governo do Iraque de não agir contra a corrupção no país

O ex-chefe da comissão de combate à corrupção no Iraque disse que o uso de práticas corruptas é comum no país e que o governo não está empenhado em combater o problema. Radhi Hamza al-Radhi - que deixou o Iraque e seguiu para os Estados Unidos, afirmou que a comissão que ele presidia descobriu provas de 3 mil casos de corrupção. Investigadores foram alvos de ataques

Domingo, 14 de Outubro de 2007 às 10:51, por: CdB
O ex-chefe da comissão de combate à corrupção no Iraque disse que o uso de práticas corruptas é comum no país e que o governo não está empenhado em combater o problema. Radhi Hamza al-Radhi - que deixou o Iraque e seguiu para os Estados Unidos no início do ano, dizendo temer por sua vida - afirmou que a comissão que ele presidia descobriu provas de 3 mil casos de corrupção.

Al-Radhi, um ex-juiz, acusou o governo em Bagdá de impedir que ele investigasse os responsáveis.

- Nós começamos o nosso trabalho em junho de 2004 com 3 mil casos. E descobrimos que U$ 18 bilhões tinham sumido - afirmou.

Al-Radhi disse que pessoas que trabalhavam com ele e suas famílias haviam sido alvos de ataque - alguns teriam sido seqüestrados, torturados e mortos. No início do mês, al-Radhi disse a um comitê do Congresso norte-americano que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, havia protegido familiares envolvidos em corrupção.

Mas é o governo iraquiano que, por sua vez, acusa al-Radhi de corrupção.

Um porta-voz do governo, Zuhair al-Naher, disse que todo mundo sabe que a corrupção é generalizada no Iraque, mas insistiu que o governo tem feito o possível para investigar suspeitos. Em Julho, o departamento dos Estados Unidos que acompanha os esforços de reconstrução no Iraque disse que subornos e mau gerenciamento de recursos são endêmicos no país, o equivalente a uma "segunda insurgência".

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