Ex-general é condenado na Colômbia por desaparições
BOGOTÁ (Reuters) - Um general reformado do Exército colombiano foi condenado na sexta-feira a 35 anos de prisão pelo desaparecimento de 11 pessoas durante a retomada de um edifício tomado por guerrilheiros em 1985.
Jesús Armando Arias torna-se assim o militar de mais alta patente a ser sentenciado por aquele episódio - antes dele, o coronel da reserva Alfonso Plazas Vega havia sido condenado a 30 anos de prisão.
O processo é relacionado com a invasão do Palácio de Justiça de Bogotá, que havia sido ocupado por guerrilheiros do movimento M-19. Arias era na ocasião comandante da brigada do Exército na capital colombiana, e a juíza da 51a vara penal de Bogotá entendeu que como tal ele foi responsável pelos desaparecimentos de empregados da cafeteria do Palácio e de uma guerrilheira que saiu com vida do edifício.
A promotoria demonstrou durante o processo que as vítimas foram levadas por ordens do general a um quartel na zona norte da capital, e depois desapareceram.
Quase cem pessoas morreram naquele episódio, muitas delas no incêndio que tomou conta do Palácio de Justiça.
Arias, que chegou a ser comandante geral do Exército colombiano, está atualmente detido em uma instalação militar.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)
Reuters