O ex-ditador da Guatemala Romeo Lucas García, acusado de violar os direitos humanos durante uma guerra civil de 36 anos, morreu no exílio na Venezuela aos 81 anos, afirmaram familiares no domingo.
Ele assumiu a Presidência da Guatemala em 1978, depois de ganhar uma eleição manipulada pelas Forças Armadas, mas foi derrubado em um golpe quatro anos depois pelo general Efraín Rios Montt.
Lucas García morreu de uma parada respiratória no sábado, em um hospital na Venezuela, onde ele vivia desde os anos 1980, disseram seus parentes a uma rádio guatemalteca. Eles informaram que o ex-presidente foi enterrado no domingo.
Sob seu poder, forças de segurança guatemaltecas mataram 37 pessoas em 1980 em um ataque à embaixada espanhola, depois que estudantes e trabalhadores que se opunham ao governo invadiram o prédio. Vicente Menchhú, pai da líder dos direitos humanos e ganhadora do prêmio Nobel Rogeberta Menchú, foi um dos manifestantes mortos no ataque.
Em 2005 Lucas García foi brevemente colocado sob prisão domiciliar na Venezuela, depois que um juiz espanhol emitiu uma ordem de prisão acusando-o de crimes de guerra, mas tribunais venezuelanos determinaram que ele não seria extraditado.
O ex-presidente, que, segundo se fala, sofria de mal de Alzheimer, deixa esposa e dois filhos.