O ex-diretor de administração dos Correios Antônio Osório Batista disse, em depoimento desta quinat-feira, na CPI, que a sua atuação e a da comissão permanente de licitação da empresa sempre teve os objetivos de melhorar e de tornar mais ágil o processo licitatório. Ele avaliou, portanto, que dificilmente ocorreria fraudes nesse processo.
Osório também desmentiu a declaração dada por Maurício Marinho, ex-chefe do departamento de Administração dos Correios, de que a diretoria de administração tinha o poder de facilitar as licitações. Ele ainda colocou à disposição da comissão seus sigilos bancário, fiscal e telefônico:
- Não é assim que funciona. Nós tínhamos auditoria do processo de licitação para garantir a lisura.
O ex-diretor de administração explicou que conheceu Marinho em uma exposição de projeto na empresa. Segundo Osório, Marinho foi escolhido para assumir o cargo porque tinha um bom currículo - participava do programa de universidade postal - e havia sido indicado pelo deputado José Chaves (PTB-PE), pertencente ao seu partido.
- Como é que eu vou saber, estando no 17º andar, que alguém lá embaixo está recebendo R$ 3 mil? - indagou, ao se referir à propina que teria sido recebida por Marinho.