O general muçulmano Rasim Delic, antigo comandante do exército bósnio, se declarou, nesta quinta-feira, "inocente" das acusações de crimes de guerra feitas pelo Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia (TPII).
Por sua responsabilidade na cadeia de comando, Delic, de 55 anos, é acusado dos crimes contra croatas e sérvios que durante a guerra bósnia (1992-1995) cometidos pelos voluntários islâmicos da unidade El-Moujahid, que atuou no centro do país.
Entre esses crimes estão incluídos assassinatos e estupros.
Delic, que chegou à penitenciária do TPII de Haia em 28 de fevereiro após anunciar sua entrega voluntária, declarou que deseja nomear "o mais rápido possível" um advogado de sua própria escolha, em substituição ao de ofício que o representou hoje em seu primeiro comparecimento.
Durante o conflito bósnio, a unidade dos "mujahedin" fez parte do Terceiro Corpo do exército bósnio, formado majoritariamente por muçulmanos.
Delic foi até agora conselheiro para assuntos militares de Sulejman Tihic, membro muçulmano da presidência tripartida da Bósnia, que mostrou seu descontentamento pela acusação contra esse general.
O oficial anunciou sua entrega voluntária no último dia 22, depois de receber através das autoridades locais a notícia de sua acusação pelo TPII.
Ex-comandante bósnio se diz inocente de crimes de guerra
Quinta, 03 de Março de 2005 às 02:58, por: CdB