Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Ex-assessor presta depoimento à PF e não é indiciado

Quarta, 05 de Abril de 2006 às 06:47, por: CdB

Ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, Marcelo Netto prestou depoimento à Polícia Federal no caso da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Netto chegou acompanhado do advogado Eduardo Toledo, que afirmou a inocência de seu cliente. Perguntado sobre o que levara Marcelo Netto à casa do ex-ministro Antonio Palocci, no momento em que o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso levava o extrato ilegal, o advogado afirmou que era "normal a presença de um assessor de imprensa" ao lado do então ministro, em um momento de crise.

Netto foi interrogado sobre a suspeita de que teria deixado vazar para a revista Época, onde trabalha um dos filhos de Netto, as informações sobre a movimentação na conta do caseiro na CEF. O jornalista concluiu seu depoimento sem ser indiciado no inquérito que apura as responsabilidades pela violação e vazamento do sigilo bancário do caseiro, após quase três horas depois de ter chegado.

Ele disse à PF que se sentiu muito "abalado" com o envolvimento de seu nome no episódio, o que o levou a adiar por alguns dias a sua presença junto às autoridades, mas se colocou à disposição da PF para prestar um novo depoimento, se necessário, embora tenha permanecido  calado todo o tempo. Netto se recusou a responder todas as perguntas do delegado Rodrigo Carneiro Gomes, pois alegou que estava depondo na condição de investigado.

Ainda assim, delegado optou por não indicar Netto. Ele não viu elementos que comprovem o envolvimento do assessor no vazamento do extrato do caseiro para a imprensa. Netto pediu exoneração do cargo logo depois que Palocci deixou o ministério. Ele trabalhava com o ex-ministro desde o período de transição do governo Fernando Henrique Cardoso para o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

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