Rio de Janeiro, 27 de Março de 2026

Ex-assessor inocenta Mercadante de envolvimento na compra do dossiê

Sexta, 29 de Setembro de 2006 às 16:59, por: CdB

Hamilton Lacerda, ex-coordenador de campanha de Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, inocentou o senador de qualquer envolvimento no caso da compra do dossiê contra tucanos durante depoimento de mais de quatro horas, nesta sexta-feira, na sede da Polícia Federal.

-Ele, expressamente, reafirmou que o candidato Aloizio Mercadante desconhecia por inteiro essa história do dossiê-, disse Alberto Zacarias Toron, um dos advogados de Hamilton, após o depoimento deste à PF.

-A polícia o ouviu porque ele esteve no hotel (...) porque ele foi chamado a Brasília para ver se seria possível divulgar um material de repercussão de campanha. Foi por isso que ele foi chamado-, explicou Toron a jornalistas, ao sair do prédio da PF, onde foi realizado o depoimento do ex-assessor de Mercadante.

O advogado acrescentou ainda que Hamilton foi intimado pela polícia a depor porque "sabia-se que havia um material comprometedor que concerne ao escândalo".

Toron relatou aos jornalistas que, durante o depoimento de Hamilton, foram mostradas fotos do circuito interno do hotel Ibis, em São Paulo, onde foi apreendido o equivalente a 1,7 milhão de reais que seriam supostamente usados na compra do dossiê. Nas fotos, Hamilton aparece carregando uma pasta.

Nesta semana, fontes da PF informaram que Hamilton teria sido responsável pela entrega do dinheiro aos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha no dia 14, em um hotel em São Paulo. Ambos foram presos no dia seguinte com o montante equivalente a 1,7 milhão de reais.
O ex-coordenador da campanha de Mercadante ao governo de São Paulo foi afastado no dia 20 de setembro. Na ocasião, ele divulgou uma nota na qual admitiu que teve participação no episódio da publicação de reportagem contra os tucanos na revista "Isto É", mas negou qualquer envolvimento do senador.

A Polícia Federal ouve ainda nesta sexta-feira Freud Godoy, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também estaria envolvido no caso.

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