O ex-assessor da Diretoria de Administração dos Correios, Fernando Godoy, foi indiciado nesta segunda-feira pela Polícia Federal por crime de corrupção passiva e fraude em licitação da empresa.
Godoy, que já havia prestado depoimento em 24 de maio, depôs novamente na sede PF em Brasília nesta segunda-feira, por duas horas, ao delegado do caso. No primeiro depoimento, ele negou ao delegado Luís Flávio Zampronha ter envolvimento no esquema.
Segundo a assessoria da PF, Godoy negou ter ido aos Correios no dia seguinte à publicação das denúncias pela revista Veja, em 14 de maio. No entanto, há registro de duas entradas de Godoy na empresa, uma pela manhã e outra à tarde.
A Veja divulgou esquema de corrupção nos Correios por meio de uma gravação em que o Mauricio Marinho, então chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material da estatal, acerta pagamento de propina com representantes de uma empresa. Na conversa, Marinho recebe 3 mil reais e afirma que agia em nome do presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ).
Marinho, que foi indiciado pelos mesmos crimes de Godoy após seu depoimento à PF em 24 de maio, afirmou que a citação ao deputado Roberto Jefferson foi apenas "uma bravata" e que os 3 mil reais seriam em troca de uma parceria com a suposta empresa.
O ex-diretor dos Correios, Antonio Osório Batista, também já prestou depoimento, disse desconhecer o esquema e não sofreu indiciamento.
O caso levou o Congresso a criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vem sendo abafada pelo governo.