Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Ex-agente diz que participou de forma burocrática na Operação Satiagraha

Quarta, 17 de Setembro de 2008 às 16:14, por: CdB

O ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio Nascimento disse nesta quarta-feira, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, que sua atuação nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, limitou-se à “leitura superficial de e-mails”, sem entrar no conteúdo dos mesmos.

Ele informou que se aposentou no órgão em 1998, e nunca atuou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O ex-agente também negou que tenha sido “o braço direito” do coordenador das investigações da Operação Satiagraha, delegado Protógenes Queiroz. Da mesma forma, negou a versão de ser o elo de ligação entre a Abin e a Polícia Federal.

Francisco Ambrósio disse desconhecer as atribuições dos agentes da Abin nas investigações, que, segundo ele, é uma conduta básica do setor de inteligência.

O ex-agente afirmou que em nenhum momento participou de grampos telefônicos, “legais ou ilegais”, contra os investigados e autoridades públicas, especialmente o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Francisco Ambrósio afirmou que seu trabalho era burocrático e suas entradas na sede da Polícia Federal foram registradas na portaria.

O depoimento de Francisco Ambrósio contou apenas com a presença do presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), e dos senadores Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Eduardo Suplicy (PT-SP). A sessão durou cerca de 30 minutos.

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