Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Ex-advogado de Collor é encontrado morto em Brasília

Terça, 01 de Setembro de 2009 às 07:52, por: CdB

Um crime bárbaro ocorrido na noite da última segunda-feira, em Brasília, intriga a Polícia Civil. O ministro aposentado do Tribunal Superior Eleitoral José Guilherme Villela, de 73 anos, que advogou para o ex-presidente Fernando Collor em 1992, durante o processo de impeachment, foi encontrado morto em seu apartamento localizado na Superquadra 113 Sul. Junto com ele, também estavam os corpos de sua mulher, Maria Carvalho Villela e o da governanta, identificada como Francisca.

Segundo as investigações preliminares, José Guilherme teria saído para trabalhar na última quinta-feira e desapareceu. No dia seguinte, nem o advogado nem a mulher apareceram no escritório que mantinham no Setor Comercial Sul.

Diante da falta de contato durante o fim de semana, parentes de Villela foram até  ao apartamento por volta das 20h e pediram para o porteiro que estava de plantão, Francisco José Filho, para abrir a porta. Eles chamaram um chaveiro, que destravou a fechadura. Em seguida, encontraram os corpos das vítimas e chamaram a polícia.

Os corpos apresentavam sinais de violência, com várias perfurações, provavelmente ocasionados por uma faca. Entretanto somente a perícia poderá indicar a causa da morte. Os sinais de decomposição indicam que o crime tenha ocorrido há pelo menos três dias.

A suspeita é de triplo homicídio, reforçada pela grande quantidade de sangue encontrada no apartamento. Entretanto, não havia vestígio de uso de arma de fogo ou sinais de arrombamento. A porta e as grades estavam intactas, o que, segundo os policiais, pode indicar que o assassino seja uma pessoa próxima ao casal e que teria tido fácil acesso ao prédio. Ao mesmo tempo, o apartamento estava revirado e existe a suspeita de que foram retirados pequenos objetos, segundo informou a delegada Martha Vargas, titular da 1ª DP (Asa Sul).

– Nossa principal linha de investigação é de que tenha sido um latrocínio (matar para roubar) ou uma queima de arquivo–, afirmou Vargas. Os agentes devem requisitar as fitas de vídeo do circuito interno de TV do condomínio para tentar identificar quem entrou no prédio no último fim de semana.

A OAB/DF divulgou nota lamentando a morte do advogado e pedindo rigor nas investigações.

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