Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Evolução darwiniana

Sexta, 15 de Julho de 2011 às 19:44, por: CdB

Por Gerhard Grube 16/07/2011 às 01:39

Fora de dúvida que a seleção natural de Darwin é correta. Pelo menos, ninguém ousa contestar.

Perpetuam-se, quando vantajosas, as pequenas alterações hereditárias. Modificando gradualmente as espécies. Que se transformam em outras espécies.
Apenas 150 anos atrás esta foi a proposta de Charles Darwin no seu livro "A Origem das Espécies". Nada mais que duas vidas humanas atrás.

Longamente descreve neste seu livro a discussão sobre o que é espécie e o que é variedade. Dúvida que persiste na paleontologia e principalmente na paleoantropologia. É espécie ou variedade?
Cada qual descobre o seu homo ou piteco e o apresenta como grande novidade. Mas não consegue dizer se é espécie ou variedade. Sabemos muito pouco sobre a origem do ser humano. E da vida em geral.

Darwin desconhecia (aliás, como todo mundo na época) o trabalho de Gregor Mendel (hoje considerado o pai da genética) com suas ervilhas verdes, amarelas, lisas e rugosas, que foi publicado na mesma época. Nem falar então dos genes, mutações e DNA, coisas moderníssimas.

Neste livro, ele mesmo ressalta os muitos problemas da sua teoria. Entre eles a explosão de vida no cambriano, aparentemente sem precursores. A distribuição mundial de espécies iguais ou muito semelhantes. A ausência dos intermediários, espécies que necessariamente deveriam existir, mas não eram encontradas.
E o surgimento de órgãos complexos como o olho e a capacidade de voar, não sendo fácil explicar como sendo decorrente de pequenas alterações sucessivas. Só verdadeiramente vantajosos depois de prontos. Quando só então os seres dotados de olhos e asas seriam mais competitivos. Etc.

Mas a grande polêmica era que as espécies não eram imutáveis, contrariando o criacionismo religioso. Isso foi desmontado por ele. E seria por qualquer um que observasse, por exemplo, as asas de um morcego. Inquestionavelmente, garras modificadas.

Na época errava-se enormemente na estimativa da idade da vida na Terra, das rochas e solos e do próprio planeta. Corrigida pelos métodos de datação carbono 14, termo-luminescência, potássio-argônio etc. Pensava-se em termos bíblicos. Atualmente multiplicado milhares e milhões de vezes.

A ciência evoluiu enormemente, mas dúvidas persistem. Como por exemplo, o sopro inicial de vida no planeta. Ninguém esclarece isso. O que não significa que tenha que existir Deus, por exemplo.
O fato de não existir explicação, não significa que qualquer explicação sirva.

A hélice do DNA é um código, como o código de programação de computador. Instruções para que as células produzam proteínas. Como elas fazem isso, não se sabe. O zigoto começa dividir-se em dois, quatro, oito etc., também não se sabe por que isso acontece.

Qualquer programador de computador sabe que para obter o resultado desejado é preciso trabalhar com afinco no sentido de alcançar o objetivo. Corrigindo os erros de programação até que o programa funcione bem. Nunca nada será conseguido com tentativas aleatórias. Nem mesmo com trilhões de tentativas a esmo.
Seria como um tornado passar por um ferro velho e deixar para trás um Boeing 707 perfeito, pronto para levantar vôo. Simplesmente uma impossibilidade.

Assim também, deve ser muito improvável obter aleatoriamente um olho com lente ajustável, identificação de cores e visão tridimensional.
A vida evolui, indiscutivelmente. É fácil observar. Mas aparentemente precisa existir a intenção, um direcionamento. Sem o que nada parece ser possível.

Se a evolução faz os seres vivos cada vez mais adaptados e competitivos, porque até hoje a vida não evoluiu para espécie única, a mais capaz e competitiva de todas? Capacitada a enfrentar todas as pequenas e grandes adversidades ambientais? Sem ser presa nem parasitada por nenhuma outra espécie?
Um ser vivo que lograsse obter energia, os elementos e substâncias necessárias autonomamente, sem depender de outras formas de vida. Por que não é essa a tendência?

É justamente o contrário, quanto maior a diversidade, maior a interação e mais a vida prolifera. Os muitos nichos ecológicos sendo ocupados por cada vez mais espécies. A competição afinal parece não resultar no que se deveria esperar, na diminuição da diversidade.

O ser humano é quase um destes, todo poderoso. Obtém sua energia de muitas maneiras e coloca à sua disposição qualquer elemento químico ou substância que considera útil e proveitoso. Mas precisa alimentar-se de outros seres vivos. Ou seja, não é totalmente independente.
Pode se quiser destruir todos os demais seres vivos. E está fazendo isso.
Mas com isso, ele mesmo vai acabar perecendo.

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