Presidente da Bolívia, Evo Morales exonerou, em decreto publicado no diário oficial boliviano, na quinta-feira, o alto comando militar do país. Os militares estavam no posto desde o início de seu governo, iniciado em janeiro de 2006. Em nota, ele pediu às Forças Armadas que sigam apoiando sua "revolução democrática e cultural". Da cúpula militar restou apenas o general Luis Trigo, promovido do comando da Força Aérea para o comando das Forças Armadas.
- Queremos dizer na presença de muitos membros das Forças Armadas que Evo Morales respeitará a institucionalidade militar - disse o presidente após o juramento dos novos chefes militares, em um breve ato noturno no palácio do governo, nesta quarta-feira.
Em referência a exigências de autonomia regional e ao diálogo com líderes opositores, Evo disse que "a unidade da pátria não está em debate, aqui estão as Forças Armadas para defender a unidade". O general Trigo não poupou elogios a seu antecessor e declarou seu compromisso de preservar a democracia e "respeitar a Constituição e o governo legalmente constituído".