Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Evo Morales promete cumprir acordos sobre gás com Brasil e Argentina

Quinta, 03 de Janeiro de 2008 às 19:19, por: CdB

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira em La Paz, o presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou investimentos que podem chegar  a US$ 1,5 bilhão no setor de hidrocarbonetos, para garantir o abastecimento da demanda interna e o cumprimento de acordos de exportação de gás natural firmados com o Brasil e a Argentina. As cifras não contemplam os contratos com a Venezuela e o Irã.

Os investimentos serão feitos por petrolíferas estrangeiras que renovaram contratos para operar na Bolívia após a nacionalização dos hidrocarbonetos, em maio de 2006, e pela YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), empresa que controla agora toda a cadeia da indústria naquele país. A maior parte dos recursos (US$ 876,5 milhões) será investida em pesquisa e desenvolvimento de campos, segundo o ministro de hidrocarbonetos, Carlos Villegas, que participou da coletiva.

O compromisso de exportação da Bolívia com o Brasil é de mais de 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, com destino a São Paulo, e outros 2,2 milhões para a geração de energia em Cuiabá (MT). Os acordos com a Argentina alcançam 7,7 millhões e ao consumo interno se destinam entre 6 milhões e 7 milhões de metros cúbicos diários.

A produção interna atual, de pouco mais de 33 milhões diários, não é suficiente, porque o volume das exportações é sensivelmente inferior aos estipulados nos contratos. Isso se deve à paralisação dos investimentos ocorrida quando o governo de Morales fixou novas regras para as petrolíferas que operam no país.

Em nota divulgada pela Agência Boliviana de Informação, Evo Morales diz que os investimentos no setor foram viabilizados por bons resultados alcançados pela nacionalização dos hidrocarbonetos e pela adequação dos contratos de petróleo com as empresas estrangeiras que operam no país.

"As empresas que se enquadram  nas normas bolivianas e que cumprem os contratos têm tudo garantido, a segurança jurídica, direito à utlização e a recuperar seu investimento", afirmou o presidente, segundo a nota.

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