O líder cocaleiro Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), terminou o período de campanha eleitoral na Bolívia em primeiro lugar nas pesquisas de opinião para presidente, com pouco mais de 34% das intenções de voto. Neste domingo, Evo terá como principal adversário Jorge "Tuto" Quiroga, do Poder Democrático Social (PODEMOS), com cinco pontos percentuais a menos.
Depois de uma sucessão de crises políticas e sociais que derrubaram dois presidentes, os 3,6 milhões de eleitores bolivianos escolherão, além do Presidente da Republica, o vice-presidente, 130 deputados, 27 senadores e, pela primeira vez, os prefeitos ou governadores dos nove departamentos (estados) do país.
Morales convocou a militância para conseguir os votos necessários (a maioria absoluta), para não precisar fazer acordos inconvenientes para alcançar a Presidência, por meio dos votos dos parlamentares no Congresso. Nos últimos dias de campanha, Morales disse estar preocupado com o comportamento de uma Corte Nacional Eleitoral (CNE), que foi formada por indicações dos partidos tradicionais do país.
O candidato do MAS disse a seus eleitores que deverá governar com a legislação neoliberal vigente e para desmontá-la pode demorar muito, mas continuará na luta para garantir a Assembléia Constituinte prevista para julho de 2006 e, com os poderes da Assembléia, poderá acabar com as leis neoliberais e fundar uma nova Bolívia, com desenvolvimento de igualdade e dona de seus recursos naturais.