Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

Eventos em 30 países pedem fim da crise em Darfur

Uma série de protestos pela solução do conflito em Darfur, no oeste do Sudão, acontece neste domingo em 30 países da Europa, Ásia, África e Oceania. Em Londres, representantes muçulmanos, cristãos e judaicos organizaram passeatas em frente às embaixadas do Sudão e da China, cujo governo é criticado por ter vendido armas ao governo sudanês. (Leia Mais)

Domingo, 17 de Setembro de 2006 às 09:21, por: CdB
Uma série de protestos pela solução do conflito em Darfur, no oeste do Sudão, acontece neste domingo em 30 países da Europa, Ásia, África e Oceania. Em Londres, representantes muçulmanos, cristãos e judaicos organizaram passeatas em frente às embaixadas do Sudão e da China, cujo governo é criticado por ter vendido armas ao governo sudanês.

Outros países da Europa, além dos Estados Unidos e da Austrália organizaram manifestações.

Na África, nove países promovem shows, orações e passeatas, entre elas, uma em Ruanda, contra o genocídio.

Na Ásia, foi realizada uma vigília à luz de velas em Phnom Penh, no Camboja, para chamar a atenção e alertar para o horror das mortes em massa que o país enfrentou.

O governo do Sudão minimizou a importância do dia internacional de mobilização global, afirmando que os envolvidos foram induzidos ao erro pela imprensa internacional.

'Inaceitável'

No sábado, o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, voltou a rejeitar a recomendação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que autoriza o deslocamento de uma missão de paz internacional para Darfur.

No mesmo dia, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, escreveu a outros líderes da União Européia, classificando a situação em Darfur de "inaceitável" e pedindo uma posição comum do bloco sobre o assunto.

Já um representante da organização não-governamental Anistia Internacional alertou para o risco de um agravamento da situação com saída das tropas da União Africana, cujo mandato expira no fim de setembro.

"A situação já é grave em Darfur, e só vai piorar com a saída dos soldados, a não ser que o governo autorize a entrada dos soldados da ONU", disse Steve Ballinger.

A estimativa da ONU é de que 200 mil pessoas foram mortas nos três anos de conflito em Darfur. Quase 2 milhões teriam perdido as suas casas.

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