Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Evento-teste: Nuzman minimiza falha em fornecimento de energia

O presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, minimizou nesta terça-feira reclamações sobre falta de energia

Terça, 19 de Abril de 2016 às 11:56, por: CdB

O Brasil conquistou o direito de sediar as Olimpíadas em 2009, quando desfrutava de um período de crescimento econômico e estabilidade política que contrasta com o atual momento

Por Redação, com Reuters - de Lausanne/Rio de Janeiro:

O presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, minimizou nesta terça-feira reclamações sobre falta de energia e outros problemas vindos à tona durante um evento-teste para as Olimpíadas, e também minimizou as preocupações com o impacto da crise política no Brasil.

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Presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman

A Associação de Federações Internacionais da Olimpíada de Verão (Asoif, na sigla em inglês) foi informada nesta terça que o evento de ginástica que acontece esta semana no Rio como parte de uma série de testes para os Jogos sofreu uma falha no fornecimento de energia, problemas com o sistema de pontuação e baixa luminosidade durante apresentações de atletas.

Ron Froehlich, da Federação Internacional de Ginástica, afirmou a uma assembleia da Asoif que as interrupções de eletricidade podem ser "uma questão séria" e também se queixou da falta de iluminação suficiente em locais de competição e treinamento, que ele atribuiu a problemas de financiamento.

Mas Nuzman, ao falar à assembleia, disse: "Os eventos-teste existem para se detectar problemas mencionados pelos atletas e pelas federações".

Nuzman também procurou apaziguar os temores com a situação política no Brasil, depois que a presidenta Dilma Rousseff foi derrotada no domingo em votação na Câmara dos Deputados sobre a abertura de um processo de impeachment e pode ser afastada do cargo antes do início da Rio 2016, em 5 de agosto.

A crise praticamente paralisou o governo, que luta para tirar a economia de sua pior recessão em décadas, o que desperta dúvidas sobre a capacidade do Brasil para concluir os preparativos finais do evento esportivo a tempo.

– Até hoje não temos nenhum envolvimento e nenhum problema com nenhuma das situações políticas ou econômicas no país – garantiu Nuzman, que também preside o Comitê Olímpico do Brasil (COB). "Não estamos envolvidos nisso e os Jogos irão acontecer normalmente, como foi até hoje. Não esperamos nenhum problema para realizar os Jogos".

O Brasil conquistou o direito de sediar as Olimpíadas em 2009, quando desfrutava de um período de crescimento econômico e estabilidade política que contrasta com o atual momento.

Situação política

O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse na segunda-feira que a situação política no Brasil não é um problema para a preparação dos Jogos do Rio de Janeiro 2016, que, segundo a entidade, podem unir o povo, independentemente de pontos de vista distintos.

A menos de quatro meses do início da Olimpíada do Rio, um porta-voz do COI disse em evento a jornalistas em Lausanne, Suíça, que a organização monitora de perto a situação sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e que a atual fase do desenvolvimento dos Jogos exige menos influência política.

– As preparações para os Jogos Olímpicos entraram em uma fase muito operacional, em que estes tipos de questões políticas possuem menos influência do que em outros estágios de organização dos Jogos Olímpicos – disse o porta-voz.

– Os Jogos Olímpicos levam um legado importante e proporcionam uma oportunidade importante de unir o povo do Brasil, não importando a experiência ou opiniões políticas.

Na semana passada, a chefe da comissão do COI que acompanha a preparação do Rio para a Olimpíada, Nawal El Moutawakel, elogiou os preparativos do país, destacando transformações na cidade tanto na infraestrutura, especialmente de transporte, quanto em termos de arenas esportivas.

O orçamento total dos Jogos Olímpicos é de 39,1 bilhões de reais, segundo mais recente levantamento da Autoridade Pública Olímpica, incluindo as obras de infraestrutura, as arenas esportivas e o orçamento do comitê organizador, que é privado.

No domingo, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma, num resultado que mostra a fragilidade política a que chegou o governo, tornando praticamente irreversível o afastamento da presidente.

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