Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Evento em SP sobre etanol gera R$ 645 mi

A sexta edição do Simtec, o maior evento sobre o etanol do Brasil, realizado em Piracicaba (SP), gerou negócios de cerca de R$ 645 milhões, disse à Agência Lusa o presidente do Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla), José Antônio de Godoy. (Leia mais)

Quinta, 10 de Julho de 2008 às 12:48, por: CdB

A sexta edição do Simtec, o maior evento sobre o etanol do Brasil, realizado em Piracicaba (SP), gerou negócios de cerca de R$ 645 milhões, disse o presidente do Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla), José Antônio de Godoy.

Godoy disse que o objetivo é chegar, dentro de quatro anos, a 395 milhões de euros (R).

O simpósio, que aconteceu entre 1 e 4 de julho, "consolidou-se definitivamente como uma mostra internacional e apontando para a sustentabilidade do setor sucroalcooleiro brasileiro", disse o coordenador do Simtec, José de Jesus Vaz.

Centro de negócios e espaço de apresentação de inovações tecnológicas ligadas aos biocombustíveis, a sexta edição do Simtec foi marcada pelo anúncio de uma fábrica produtora de água doce.

O projeto, da empresa brasileira Dedini, uma das principais empresas de equipamentos industriais para os produtores de álcool, permite "fabricar" até 2,6 milhões de litros diários de água.

A idéia, que será aplicada em duas fases, a partir de 2009, garante que as fábricas de açúcar e etanol produzam água doce para consumo próprio e também vendam o excedente para uso doméstico e industrial a partir da água contida na cana-de-açúcar.

Evento

O evento foi ainda aproveitado pela União da Agroindústria Canavieira (Unica), que reúne empresas do cultivo de cana-de-açúcar, para reafirmar a necessidade de o Governo Federal "sinalizar com clareza qual o rumo que pretende dar ao programa de biocombustíveis".

O diretor-executivo da Unica, Eduardo Leão, disse que somente no Estado de São Paulo, onde se situa o maior número de empresas produtoras de açúcar e etanol, existem 90 projetos para a construção de novas fábricas.

Leão acrescentou que, desde os anos 1970, o país conheceu várias políticas de incentivos focadas na tentativa de estabelecer matrizes energéticas, como as que estimularam o consumo do diesel, do próprio álcool, do gás natural e, agora, dos biocombustíveis.

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