A Câmara dos Deputados ficou vazia na semana do feriado da Páscoa e nenhum projeto foi votado. No Senado, a semana também foi de aparente descanso, o plenário também não votou nada.
Às 11h27 dessa quarta-feira foi encerrada a última sessão, que tinha na pauta 17 medidas provisórias e um projeto de lei com urgência constitucional. Não havia quórum para votar.
A baixa estatística do ano foi, portanto, intesificada pelo feriado. Até agora, só 10 MPs e 2 projetos de lei foram votados em 2008, contra 14 MPs, 9 projetos de lei, 18 projetos de decreto legislativo e 1 projeto de resolução em igual período de 2007.
Na segunda, a sessão de votação foi cancelada porque a maioria dos deputados ainda não havia chegado a Brasília; na terça, a sessão reuniu quórum somente à tarde e por volta das 23h já era encerrada porque a maioria dos deputados tinha ido embora. Ontem pela manhã, às 11h27 eram poucos os que continuavam no plenário. Esse é o quadro dos trabalhos da Câmara nesta semana, que oficialmente conta com apenas um dia de folga, a sexta-feira.
Os líderes partidários recorreram, para evitar que os faltosos tivessem seus salários descontados, a uma artimanha regimental. Eles declararam ao microfone que suas bancadas estavam "em obstrução" --que ocorre quando um partido, por razão política ou por discordar do que é votado, não registra presença.
- Poderíamos definir de forma genérica que essa é uma obstrução "pascoalina'", ironizou o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP). Foi corrigido pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ):
- Pascal, presidente.